Escrevi esse texto a algumas semanas para um trabalho de Linguística. Eu não ia por aqui no blog, mas como ele recebeu um 8, não deve estar tão mal assim.
De acordo com a professora, a nota só não foi maior pois o diálogo é inverossímil e dificilmente irá acontecer no mundo real. Nem discuti, mas eu não sei não. Tem todo tipo de maluco por aí.
Ela também disse que pode ser um boa idéia para um conto. Quem sabe?
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Dois amigos se encontram na rua.
Carlos – Fala Paulo! E aí, como que vão as coisas?
Paulo – Cumprimento amistoso, questionamento retórico sobre bem-estar pessoal: Olá Carlos. Vou bem e você?
Carlos – Puxa, to vendo que você ainda faz esse negócio né?
Paulo – Leve expressão de irritação, constatação do óbvio: Sim, eu ainda faço.
Carlos – Eu não to irritado Paulo, só acho que você devia parar com isso. Você não tava se tratando?
Paulo – Mentira socialmente aceitável, preocupação sincera: Eu cheguei a freqüentar um psiquiatra, mas não deu certo. Ele se mudou para outra cidade.
Carlos – O que houve? Ele também não agüentou sua mania?
Paulo – Tentativa de jocosa de indagação: Não, ele não agüentava ser analisado.
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Análise pragmática do diálogo:
O diálogo acontece quando dois amigos se encontram casualmente na rua.
Explícito:
Carlos trata Paulo como um amigo de longa data e esperava sinceramente que ele estivesse curado da sua condição. Paulo possui alguma forma de desvio social que o faz analisar e anunciar toda forma de interação que deveria ficar nas entrelinhas ou até explícita na interação entre as pessoas. Além disso, há o fato de que Paulo assustou ou irritou seu psiquiatra a tal ponto dele decidir mudar-se a continuar tratando seu paciente.
Implícito:
Nesse diálogo, o implícito é toda a parte da conversação exposta por Paulo antes do seu discurso.
Ambigüidade:
Paulo destrói qualquer tipo de ambigüidade ou duplo sentido quando anuncia tudo que Carlos não disse em seu discurso.
Conhecimento prévio:
O texto requer o conhecimento de que o psicólogo oferece o tipo de serviço em que ele analisa as pessoas ao invés de ser analisado, como no caso de Paulo.
Tags: Ambiguidade, Análise, Escrita, Explícito, Faculdade, Implícito, Linguística, Nota, Pragmática, Prova, Psicologia, Trabalho
novembro 18, 2009 às 16:50 |
Cara, eu daria pelo menos 9.. rsrs
novembro 18, 2009 às 22:10 |
Valeu! Olha, um 9 até viria bem, o trabalho final foi brabo. Só falta saber a nota agora.