Archive for outubro \29\UTC 2009

CONFORMIDADE, CONFORMISMO E O VOTO NO LIXO

outubro 29, 2009

     Minha mãe me mandou um e-mail esses dias com um texto muito legal e deu a dica deu pôr no blog. É, a família toda tá colaborando agora. Mas acontece que o texto é bom mesmo e chega perto de abordar um tema que eu já queria escrever sobre já faz um tempo.

     O texto aparentemente não tem autoria, então fica aí a vaga.

 

 

     “Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes. Reclamava dos governantes das Sesmarias e das Capitanias Hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores. Reclamava dos presidentes da Velha República e da República Velha, dos militares, de Sarney, de Collor, do Itamar, de FHC, de Lula. Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!

     Nas próximas eleições vamos ter novo presidente, novo governador, outros deputados, ou os mesmos! Mas o povo vai continuar a reclamar. Sabe por quê? Por que o problema não está nos deputados, senadores, governadores, prefeitos, presidente, funcionários. O problema está naquele que reclama: você e eu, nós! O problema está no brasileiro. Afinal, o que se poderia esperar do povo que sempre da um jeitinho? Um povo que valoriza o esperto e não o sábio? Um povo que aplaude o vencedor de um Big Brother, mas não sabe o nome de um escritor brasileiro? Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia! Ri quando consegue puxar TV a cabo do vizinho. Sonega tudo o que pode e quando pode, sonega até o que não pode. O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade? Joga lixo na rua e reclama da sujeira? O que esperar de um povo que não valoriza a leitura? O que esperar de um povo que finge dormir quando um idoso entra no ônibus? Prioriza o carro ao pedestre? O que dizer de um povo que elege o Maluf de novo, elege o Clodovil?

     O problema do Brasil não são os políticos, são os brasileiros. Os políticos não se elegeram, fomos nós que votamos neles. Político não faz concurso, ganha votos: o seu e o meu.”

 

 

     Não deixa de ser verdade, eu ainda acrescento, existe outro problema que é o conformismo. O brasileiro deve ter alguma carência, alguma vontade de se encaixar em todos os grupos, sei lá. O fato é que as pessoas parecem ter um bloqueio de dizer “não”, alguma coisa proíbe o cérebro delas de serem contra a opinião alheia. Eu já observei isso acontecer várias vezes e como sou taxado de “do contra” ou “criador de caso”, vejo isso com grande curiosidade. A minha teoria é de que o brasileiro tenta não desagradar o seu próximo. Não sei o porque disso.

     Acontece toda hora, quando o caixa do supermercado não te da a droga do um centavo (dá minha moedinha!), quando alguém fura fila (aê, eu cheguei antes de você aqui, amigão!) e existem trocentos exemplos do dia-a-dia.

     Alguns pesquisadores aparentemente chegaram ao cúmulo de estudar um fenômeno parecido que eles denominaram conformidade e que se relaciona muito com o brasileiro também. Segue o vídeo explicando abaixo.

     A meu ver a situação tem duas soluções. Uma e simples e a outra nem tanto. Apesar da nem tanto ser bem mais divertida.

     Na nem tão simples, fazemos como na revolução francesa e botamos algumas cabeças pra rolar. Claro que não necessariamente precisa ser com guilhotina. Isso seria desumano. Poderia ser pelotão de fuzilamento ou enforcamento. Tanto faz. Mas limpar um pouco o país dos políticos não faria mal nenhum.

     O grande problema dessa opção é a falta de organização e de atitude do brasileiro. Vontade de se sujar um pouco pra fazer uma limpeza.

     Na segunda opção, bem mais simples, porém muito improvável ainda, é a seguinte:

 

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     Achei a imagem no blog Alê Félix.

     Nada poderia ilustrar melhor. Simples assim, vote nulo. Toda eleição que aparece eu encho o saco das pessoas que eu conheço, explicando isso. Vote nulo, se você acha que nenhum dos políticos merece o seu voto, não vote no menos pior, porque ele não sabe que você votou no menos pior, para a estatística o que fica parecendo é que você votou no cara porque gosta e apóia as suas idéias.

     Passe a mensagem certa e vote nulo. Avise para os políticos que você não os quer mais no poder. Poder esse que, por experiência, você sabe que eles só usam para nos ferrar.

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FALL

outubro 27, 2009

I´ve been seeing curious bystanders

Jumping from a cliff above normal standards

Carrying only my reserve parachute I made it through the fall

Only when I landed I realised I was already feeling down.

O TOP LIXO DO CINEMA

outubro 26, 2009

Ah, os grandes filmes… e além desses, aqueles horríveis também. Como esses aí.

PEÇO PERMISSÃO PARA PEQUENA POSTAGEM

outubro 22, 2009

     O texto mais abaixo me foi enviado por e-mail já faz algum tempo e de acordo com o título, seria o maior trava-língua do português. Do tipo “três tijelas de trigo para três tigres tristes” e aquele outro negócio com os mafagafinhos que eu esqueci como é.

     Eu tinha visto em algum lugar que esse texto é na verdade um trecho de um livro todo escrito nesse formato. Como eu não achei mais nada procurando esses dias, fica a dúvida, inclusive, sobre a autoria.

     O que é inegável é que deve ter dado um puta trabalho.

     Ah, se alguém quiser se acusar aí de ter escrito isso fique a vontade. Eu só editei os parágrafos da maneira que eu achei mais consistente pra não ficar um blocão de texto. Boa leitura.

 

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     Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente, pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam elas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

     Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo… Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris!Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo perfeita permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém,praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences. Partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém,passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.

     Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando…” Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto, pararei.

OBRAS DE LUIZ VAZ DE CAMÕES

outubro 21, 2009

Em italiano:

I_Lusiadi.html

Em português:

Cancoes_e_Elegias.html
Os_Lusiadas.html
Redondilhas.html
Sonetos.html

O MINI DICIONÁRIO DE IMAGENS

outubro 21, 2009

     Decidi fazer um negócio novo por aqui. Um dicionário de imagens. De vez em quando eu trago uma palavra com a sua definição e uma imagem representando-a. Parece besteira, mas procurando as palavras certas pra escrever nesses dias, descobri algumas coisas interessantes, sobre palavras que tinham definições diferentes do que eu imaginava e definições que estavam em palavras que eu desconhecia.

Pois então, lá vai um exemplo abaixo.

 

Sorvete: s. m., refresco congelado de leite, sumo de frutas, etc.

 

sorvete net

O CÉREBRO MASCULINO E O FEMININO

outubro 19, 2009

     Me mandaram esse vídeo falando que era segredo e que não era pra espalhar pra ninguém, mas eu não aguentei. É muito maneiro, vale a pena os 10 minutos. Surupiado nem vou falar por quem do Sanduiche de Algodão, né amor? lol

VALORES

outubro 18, 2009

     Um dos meus estilos favoritos é o épico. Por muitas razões. Eu sempre quis escrever um épico, minha cabeça de tempos em tempos volta à essa idéia fixa que nunca vinga. Eu penso sobre, imagino um tema, planejo, faço até algumas anotações, já tentei até reinventar a roda, mas sou impedido pelo básico. Não tem como escrever um épico hoje em dia. Não é nem que esteja fora de moda, pois a moda sempre volta. O épico morreu mesmo.

     Bem, pra começar do início, eu não sou muito bom com poesia e infelizmente essa é a parada do épico, poesia. Tem toda aquela história sobre ser um tema inicialmente formado na oralidade, uma história contada de pessoa a pessoa, cantada pelos bardos. Por ser contada, tinha que ser em poesia pra ficar fácil de lembrar. Infelizmente, a mim não foi dado o dom da poética.

     Outra coisa que o épico precisa é de um herói, e, ao contrário do que a maioria pensa, inclusive alguns grandes estudiosos (incluindo alguns professores meus), o herói é a figura mais importante do épico e não a forma poética. Note bem, eu disse mais importante, não mais difícil. Quem já tentou escrever uma porcaria de um poema decasilabico heróico sabe.

     O problema é que o herói épico, não existe mais, mas ele não existe MESMO. A ponto de ser inverossímil. O herói é aquele cara que incorpora a moral de uma nação. Ele é o símbolo daquele povo, o melhor dentre os seus. Ele é a personificação da perfeição e inabalável. Nada tira o cara do seu trono e a sua lealdade indisputável é para com a sua gente.

     Pouca gente sabe é se você perguntar pra qualquer um da igreja a chance dele saber disso é menor ainda, mas o símbolo da cruz não foi escolhido à toa. São trocentos motivos, mas um deles tem a ver com os sete pecados capitais. Para antagonizá-los, a igreja tem quatro virtudes cardeais (cruz, quatro, sacou?). São elas, justiça, prudência, temperança e fortaleza (alguns dizem força, mas a palavra não define bem o significado a ser atingido). Pois bem, o herói épico personifica essas virtudes a ponto de tê-las guiando sempre os seus atos. Claro, ele desliza às vezes, como Ulisses dando esporro em Poseidon, mas aí ele se fode. Quando ele faz as pazes com as virtudes, tudo volta a correr bem.

     Agora, como fazer então um épico atual se esses valores morais não existem mais. Honra, nobreza, caráter, princípios, as virtudes ditas acima, o famoso “gentleman” inglês. Esses valores reunidos são um código implícito de como ser digno consigo e com outros. Mas as pessoas esquecem que boa parte da importância desse negócio é que ele é implícito! Quando você manda alguém ser uma boa pessoa e ela é, existe uma boa chance de quando você não mandar, ela não ser.

     Exemplo, leis. Leis que forçam socialização entre pessoas. A legislação civil é cheia dessas coisas, como leis pra convivência em condomínios e coisas assim. Existem tantas obviedades naquele negócio, que é difícil de acreditar que alguém precise ser lembrado daquilo, e talvez algumas pessoas só descumpram essas leis por ela ser forçada a elas.

     O meu ponto é, não se pode impor valores sobre alguém, é como se eu quisesse impor arte abstrata na cabeça de um poeta parnasiano. Não dá certo. Primeiro que o parnasianismo era uma bosta. Mas mais importante, os valores têm que ser ensinados.

     Aí eu volto à minha velha retórica de que todos os problemas poderiam ser resolvidos com um sistema de educação mais eficaz, blá blá blá.

     Fazer o que, é isso mesmo.

     Ou seja, se eu fosse fazer um épico eu teria que desconsiderar os valores e pegar o outro quesito para o herói, ser um símbolo de sua nação. Os gregos pegaram um guerreiro-filósofo por Homero, os romanos um guerreiro grande e burro por Virgílio, os portugueses um navegador cagão por Camões e os ingleses um bárbaro insano matador de feras por… bem, ninguém sabe quem escreveu Beowulf.

     Mas e o brasileiro? Qual seria o símbolo da nação para o povo brasileiro?

     Tenho calafrios só de pensar na resposta.

LANCE, THE WASTELANDER

outubro 17, 2009

     “Lance never really wanted to disappear from the world. He didn´t quite disappeared, he got invisible. Well, he didn´t actually got invisible either, as he would find out in one of his early travels, he discovered he had the ability to create an electro-magnetic field around his body which deflected rays of light away from him, giving people the impressions that there was no Lance, whereas Lance was.

     Anyway, Lance didn´t ask for it.

     He had a nice life and was the only son of a respected member of the tribe. Ask, Lance´s father, was the best repairman in the settlement. He had all the experience that lacked in his son, but the discipline and talent was shared by both.

     After the day Lance was cast away from the tribe, people would still talk about the day Lance and his father fixed up a whole airplane. It was a bit of a local legend, really. No living person today saw that airplane, but if you ask around, even though the Fixers won´t confirm it, they´ll never deny it.

     It was just sometime after our character first began to fade away, and he even started thinking he was getting the hang of it, that his life changed from water, to saltwater.

     At that time, they also had the every-year-festival that we still hold to this day, the fair, as the Ressurectors used to call it, attracted folks from everywhere, from local communities to distant cities. That year, the fair was held here. Those people gathered to show their inventions and constructions and brag about them, the objective was to select the one that could improve people´s life the most.

     Lance´s family were a big attraction for some years with their repair workshop and that year, since they were in their homeland, they had something very special to present. They had found some car parts and intended to rebuild it in front of the audience! Ha! What a presentation it was.

     They were in the biggest tent, well, at least it was the most crowded one. Crawling with watchers. Lots of Learners. It was near the end of the presentation when he faded from the stage. Disappeared. It was hell. There was a great commotion , the whispers began but it wasn´t long for them to become shouts of ‘mutant, mutant’ when Lance showed up again near the tent exit.

     The confusion spread like wild fire, chaos broke loose. Before Ark could step down the stage, someone hit his son´s head with a piece of metal and carried out, not that he could have done anything anyway. There was just no way to run across the tent with all those people there.

     Not even ten minutes have passed and Lance was the new attraction, not the Repairers. Carried to the middle of the fair, he was judged right there. The oldest member of the Ressurectors, Mr. Rainman as everyone called him, had been summoned to be the judge. Lance had a big headache and was bleeding a lot from the back of his head, his legs shaking.

     He didn´t say a word.

     ‘You have to understand young man, we are Ressurectors. We try to understand and recreate the old ways as they were. There is no room for the new ways here. No room for you.’ Mr. Rainman told the boy. Quite unnecessarily, he knew that. It was like he had forgotten he was one of them a few minutes ago.

     His family shouted, screamed, intimidated and then begged, but to no avail. The elder had decided.

     ‘We are not monsters’ the elder told the youngling privately. ‘We don´t want you dead, we just want you out’ Which was pretty much the same for at that time, the wastelands weren´t any safer than today. But out he was. They gave him some money, food, water and a gun. Dressed him for the harshness of the wastes and sent him out. Even the outsiders knew, no, they felt, it was a sad time for the village.

     The boy almost didn´t have time to speak to his family, that were crying in the frontline of the watchful mob as Lance gave the first steps to the Great Nothing.”

     The man halted his narration. The kids around him still had they eyes on him as if they were attached. Behind him, the statue of Lance, the unseeing. He was sitting beside his feet.

     “But” one of the kids asked “If that´s the story of Mr.Lance, did he ever came back here? He has to know that the settlers are sorry for that. Did he ever manage to see the statue?”

     “Oh, my boy…” The man slowly raising himself “He did come back and he knows of the statue. He holds no grudge with the tribe. He understands it was all the elders knew how to do, since it was the only thing they were taught to do with stranger people.”

     He got up, aligned his overcoat and hat and, turning to the kids, with a smile on the face, he said, “but he could never stay here for too long. Since he was exiled, this is not his home anymore. The wastes are. Goodbye, kiddos!”

 

     He disappeared in front of his audience. The kids, startled, couldn´t say a word.

     Anyway, nowadays, who would´ve believed them? Believed the Lone Exiled was still watching over the tribe.

MEMÓRIA DE MINHAS PUTAS TRISTES – GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ

outubro 17, 2009

     “Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.”

AMÁLGAMA – A FUSÃO DO ANO, DISNEY/MARVEL (TIREM O KAYNE WEST DA SALA)

outubro 15, 2009

     Pra quem não sabe, é isso aí. A Disney comprou a Marvel em agosto. Pra quem não sabe mesmo, leia sobre aqui. O intuito de acordo com eles foi o de aumentar a sua audiência entre os adolescentes do sexo masculino. Bem, não se pode dizer que foi uma má idéia. Eu pessoalmente não curti.

     Em compensação, o pessoal da internet fez do assunto uma desculpa pra cair em cima e sacanear. Estão aí alguns dos desenhos reunidos pelo Design Inspiration sobre o assunto. Clicando no link se encontra as outras imagens.

 

OBRAS DE FRANZ KAFKA

outubro 14, 2009

Em inglês:

The_Metamorphosis.html
The_Trial.html

Em português e alemão:

FranzKafka-UmFratricidio.html

Em português:

A_Metamorfose.html
franz_kafka_-_28_aforismos.html
franz_kafka_-_contos.html
Franz_Kafka_-_O_Castelo.html
Franz_Kafka_-_O_Processo-rev.html
franz_kafka_-_textos__contos_.html
Franz_Kafka_-_Um_Artista_da_Fome_e_a_Construo.html
FranzKafka-UmaVelhaPgina.html
FranzKafka-UmMdicoDeAldeia.html
kafka_franz_-_carta_ao_pai.html

SEXO NO TELECURSO 2000

outubro 13, 2009

     Quando a população começa a ter aulas sobre sexo no telecurso 2000, você sabe que o fundo desse poço tá chegando.

LINGUÍSTICA – DIÁLOGO

outubro 12, 2009

     Escrevi esse texto a algumas semanas para um trabalho de Linguística. Eu não ia por aqui no blog, mas como ele recebeu um 8, não deve estar tão mal assim.

     De acordo com a professora, a nota só não foi maior pois o diálogo é inverossímil e dificilmente irá acontecer no mundo real. Nem discuti, mas eu não sei não. Tem todo tipo de maluco por aí.

     Ela também disse que pode ser um boa idéia para um conto. Quem sabe?

 

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     Dois amigos se encontram na rua.

Carlos – Fala Paulo! E aí, como que vão as coisas?

Paulo – Cumprimento amistoso, questionamento retórico sobre bem-estar pessoal: Olá Carlos. Vou bem e você?

Carlos – Puxa, to vendo que você ainda faz esse negócio né?

Paulo – Leve expressão de irritação, constatação do óbvio: Sim, eu ainda faço.

Carlos – Eu não to irritado Paulo, só acho que você devia parar com isso. Você não tava se tratando?

Paulo – Mentira socialmente aceitável, preocupação sincera: Eu cheguei a freqüentar um psiquiatra, mas não deu certo. Ele se mudou para outra cidade.

Carlos – O que houve? Ele também não agüentou sua mania?

Paulo – Tentativa de jocosa de indagação: Não, ele não agüentava ser analisado.

 

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Análise pragmática do diálogo:

O diálogo acontece quando dois amigos se encontram casualmente na rua.

Explícito:

Carlos trata Paulo como um amigo de longa data e esperava sinceramente que ele estivesse curado da sua condição. Paulo possui alguma forma de desvio social que o faz analisar e anunciar toda forma de interação que deveria ficar nas entrelinhas ou até explícita na interação entre as pessoas. Além disso, há o fato de que Paulo assustou ou irritou seu psiquiatra a tal ponto dele decidir mudar-se a continuar tratando seu paciente.

Implícito:

Nesse diálogo, o implícito é toda a parte da conversação exposta por Paulo antes do seu discurso.

Ambigüidade:

Paulo destrói qualquer tipo de ambigüidade ou duplo sentido quando anuncia tudo que Carlos não disse em seu discurso.

Conhecimento prévio:

O texto requer o conhecimento de que o psicólogo oferece o tipo de serviço em que ele analisa as pessoas ao invés de ser analisado, como no caso de Paulo.

ASPERATUS – UM NOVO TIPO DE NUVEM

outubro 11, 2009

     Esse post já está escrito a um tempo. Peço desculpas pela falta de texto, quero testar o novo Publicize Twitter que o wordpress implementou.

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     A notícia já é um pouco velhinha, mas eu li recentemente no Fresh Pics sobre a Undulus Asperatus, um novo tipo de formação de nuvens. É a primeira nova formação observada desde 1951, o que nós faz pensar, que os metereologistas estavam enchendo a cara e fumando maconha desde então já que nem conseguem prever um dia de sol pra gente poder ir à praia.

     Essa Asperatus é muito rara e o lugar mais propício pra ela aparecer é em grandes planícies após uma tempestade, mas de acordo com as informações, apesar dela ter uma aparência de formação de tempestades, ela se dissipa antes disso. Ainda não é oficial, parece que os especialistas estão ainda estudando o assunto. Ou ganhando tempo pra fumar o último antes de ter que trabalhar.

     Algumas fotos das nuvens: