Archive for the ‘Poética Dilacerada’ Category

NADA

maio 8, 2010

Nada não nada nunca nada

Nem nada nadável não nada nunca nadará

Nadavam nada nadando nada nem nada nunca nadará

Na noite nadam nadando não nadavam nem nadarão

Nada não nada nunca nada

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CARNIFICINA

dezembro 5, 2009

                                         carnificina, que acontece toda lua cheia.
                                      da
                    Fugindo    vento
               acima.       o
          morro    contra
    corro    fico
Eu    Nunca

NESSES DIAS, NESSAS HORAS

novembro 26, 2009

Tem dias que os meus dias têm poucas horas

Pois tem horas que eu queria que fossem dias

Se as horas dos meus dias fossem assim

Sei que os dias, com você, não teriam fim.

FALL

outubro 27, 2009

I´ve been seeing curious bystanders

Jumping from a cliff above normal standards

Carrying only my reserve parachute I made it through the fall

Only when I landed I realised I was already feeling down.

ESTRANHA ODE AO DESESPERO

outubro 6, 2009

A solução de meus problemas é o problema em si
Então o que fazer? Se
A cura para meu veneno é o próprio veneno
Então devo embraiar-me? Quando
A maldição do meu destino é segui-lo apaixonado
Então porque viver?

Quando deparado com a sua perdição, deveria lutar ou fugir?
Pode-se tentar?
Se vivo em meus problemas e
Me afogo em meus venenos e
Me perco em meu destino.

Ao fazê-lo seria apenas uma marionete ou um herói?
Pois se a vontade de mudar me permite permanecer em pé, pelo que me deito à noite?
Se vivo por conhecer a morte, porque morro pensando na vida?

TRIBO

setembro 10, 2009

Do rio, algo que o trio traz
Todas as tribos temiam
A força que fere também fornece a vida
Nada nunca era negado, nenhum desejo
A quem com perseverança plena penetrava

Somente um retorna, regozijando-se
Pois traz o premio que permitia por hora
Vitória que volta a velá-lo
O retorno, relembra, reluz em rubis
E pela prática presença, perpetra-se.

A ESPERANÇA DE DAR CERTO

agosto 19, 2009

Eu gosto do frio,

acaba nos deixando mais a vontade.

Fui avisado de sua expressão única,

por isso me sinto em desvantagem.

______________________________________

 

     Aderindo à idéia do Asas do Corvo, resolvi participar do Projeto Poesia do Imediato.

     Aê Willy, essa daí eu ouvi lá na facul, UFF. Universidade Federal Fluminense. Bisbilhotando o papo alheio! haha. Me amarrei na sua idéia e assim que eu ouvir mais, eu mando pro projeto!

     Ah, e o título faz parte da poesia pois também foi tirado da conversa. Além disso também representa meus desejos ao projeto. Abraços!

VOLTAS E VOLTAS

agosto 16, 2009

ODEIOQUANDOALGUÉMCOMEÇAAFALARDAND
A…………………………………………………………………….O
T…………………………………………………………………….V
I……………………………………………………………………..O
R……………………………………………………………………..L
R……………………………………………………………………..T
I……………………………………………………………………..A
E…………………………………………………………………….S
M…………………………………………………………………….E
ETNEMLAERMGULARAGULARAGEHCMESSATLOV

QUERIA MUITO

agosto 10, 2009

Queria muito te ver hoje,
mais do que nunca na minha vida.
Pois quando não te vejo,
Minha noite não se torna dia.

Queria muito ver seu sorriso,
mais do que nunca na minha vida.
Pois quando não o vejo,
minha vida é sem alegria.

Queria muito sentir teu cheiro,
mais do que nunca na minha vida.
Pois quando não o sinto,
minha alma se esvazia.

Queria muitíssimo poder voar!
Mas que sentido isso faria?
Se quando perto de você,
flutuo de alegria.

俳諧の連歌!!!

agosto 8, 2009

     Esse poema está todo ao inverso?

     Vê-se o dilema, voltamos ao regresso!

     Cresce meu cabelo em retrocesso.

PALINDROMIA

julho 29, 2009

O G A L O A M A O L A G O

G A L O A M A O L A G O O

A L O A M A O L A G O O G

L O A M A O L A G O O G A

O A M A O L A G O O G A L

A M A O L A G O O G A L O

M A O L A G O O G A L O A

A O L A G O O G A L O A M

O L A G O O G A L O A M A

TERRAS TRISTES

julho 28, 2009

     Tenho tecido teias, telas, traços, trajetórias, tracejos trôpegos, tentativas táticas terríveis tentando totalizar todas teorias terminais, tolas, tímidas, térreas. Terreno terrível. Testes toscos. Temo ter tido temporário transe. Teriam todos terminado tudo tenazmente tivessem tentado trilhas tardias. Tenham tato!

     Terror transbordando, terremotos tremulam, terráquios tremem, terra tateia tátara tememdo tártaro. Trajes tardios tem tribos tortas temáticas tramando tulipas turvas, taquicárdicas, tolas.

     Tempos tensos. Trechos, tentavam tirar temas. Todos tem trechos tênues, trabalhos temíveis. Távolas tem tido triângulos, tâmaras tendo todo tesão tirado tecnicamente tal temos televisionado.

     Totalmente trêmulo, tento trovejar teus temores. Tabaco tem tinta. Tabaco tem tafetá. Tabaco tem tudo. Todavia, taifas tardam tendo tabelião trepido tentado trabalhar todo tempo. Torpedo traceja tanto telhas, tanto telhados.

     Teremos todos tempo, tendo tiros trovejando tectônicos, teremos tempo, teremos terçolhos tirados tal terebros? Teremos tantas tentativas? Temo tentar timidamente toda trilha. Temo tumores terceiros. Temo terços.

     Tinha terror. Tento ter trapeiras.

NADA TUDO

julho 23, 2009

                N             O

     N              AD           A

T              U             D            O

          T                          A