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COLLOR – 60 ANOS

agosto 12, 2009

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                O excelentíssimo senhor Fernando Affonso Collor de Melo, nascido em 1949, completa hoje 60 anos. Nascido em Maceió, Alagoas, teve uma infância muito boa onde seus pais o educaram com todos os princípios básicos que regem o bom caráter de um homem. Ah sim, tiveram aquela uma vezinha em que seu pai, Arnon Affonso de Farias Melo matou o então senador Kairala José Kairala em seu último dia de trabalho em 5 de dezembro de 83, deixando assim, mais uma família de luto em pleno natal.

                Injustamente pouco conhecido pelos seus feitos extraconjugais, ele não deixa barato nesse quesito. O vigésimo quarto presidente brasileiro em 1980, dez anos antes de se eleger, teve um filho bastardo cinco anos após se casar com Celi Elizabeth Júlia Monteiro de Carvalho, com quem teve dois filhos. Sua amante, Jucineide Braz da Silva deu a luz ao Fernando James Braz Collor de Melo (haha… precisava mesmo do James?), que se tornou vereador na cidade de Rio Largo em Maceió.

                Elegeu-se presidente focando sua campanha em um marketing voltado à moralidade! Tentando focar em assuntos que preocupavam a população. Sua campanha foi financiada pelos grandes empresários, meios de comunicação e até a igreja católica se dividiu em seu apoio. Essas mesmas entidades dois anos depois de o elegerem, o tiraram do poder (você não acha que os caras pintadas tinham tido QUALQUER influência nisso né?).

                O Sr. Collor em seu governo conseguiu levar o país ao desastre econômico com o famoso Plano Collor, chamado oficialmente de Plano Brasil Novo. De acordo com ele, o objetivo era frear a crescente inflação. Uma das ações mais controversas desse plano foi “trancar” as contas bancárias da população de forma que esses pudessem sacar apenas uma determinada quantia de dinheiro por dia. Economicamente, a funcionalidade, de forma bem simplória, disso era, se as pessoas tirassem menos dinheiro do banco, a instituição teria mais capital para investir em setores com necessidade e assim aplacar de certa forma a crise. Mas é claro que, quando alguém é forçado a deixar seu dinheiro no banco, a necessidade de tirá-lo do banco torna-se inacreditável.

                Agora, a mente pensante por detrás desse plano foi o político, economista e amigo pessoal de Collor Antônio Kandir. O que pouca gente sabe é que este fazia parte da equipe econômica montada por Zélia Cardoso de Melo. Peraí, Cardoso de Melo? Isso aí, prima do presidente, foi chamada para ocupar a cadeira do ministério da fazenda no instante em que Collor pisou na presidência. Junto com o presidente do Banco Central, o turco radicado brasileiro Ibrahim Eris, também da equipe, o plano Brasil Novo ganhou vida.

                Hoje, depois de roubar, extorquir, sacanear, xingar e etc., Fernando Collor consegue se eleger senador de Alagoas, provando que aprender com os erros do passado de cú, é rola.

                Espero ansiosamente por uma nova edição da Veja, mostrando novamente isso:

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O LIVRO DE RECEITAS DO ANARQUISTA – OU O SONHO NÃO ACABOU, SÓ VIU AS CONTAS CHEGAREM

agosto 9, 2009

     O que aconteceu com as minhas bandas favoritas da infância? Não os velhinhos, não os clássicos. Esses eu sei que morreram, tchau, até logo. Irão ficar num lugar especial no meu Ipod. Agora, e os caras que ainda estão vivos? Esses não têm desculpa de não fazer nada de bom!

     Na verdade eu sei o que aconteceu. As contas chegaram. Aquelas bandas como The Offspring, Green Day, todas viram as contas chegarem, empilharem na caixa de correio e dar a volta no quarteirão. Quando a fome bate, a inspiração acaba. Então os caras tiveram que parar de escrever aquelas músicas com tom anarquista com muita vontade de mudar o mundo. Uma pena que a vontade de mudar o mundo tenha acabado, mas não acaba para todos?

     Eu mal posso culpar os caras, mas é triste. No lançamento do CD American Idiot por exemplo, uma lágrima me rolou pelo rosto e foi quando eu descobri que a minha geração havia se vendido por alguns minutos na MTV. Que por um acaso quase não toca mais clipes. A MTV da minha geração também se vendeu.

     Mas porque a coisa toda não era rentável, eu me pergunto? Os anarquistas são assim TÃO desorganizados? Será? Porque a música acabou mas as causas ainda estão aí. A repressão, a injustiça, a falta de criatividade, a escrotice. Tudo que se queria mudar antes, ainda não mudou, as lutas são as mesmas. Com tanta gente que já ganhou dinheiro sendo do contra, será que os anarquistas deveriam mesmo estar fadados ao fracasso?

     A censura aos métodos anárquicos foram muitos e talvez até justificados. Mas a raiva juvenil nos fazia querer uma mudança rápida. Já! Um espelho disso era… ou ainda é, o Anarchist Cookbook, que ensinava ao jovem padawan a fazer bombas caseiras, arrombar portas, fabricar drogas, técnicas de pirotecnia, passar trotes, criação de armas improvisadas e nossa… milhares de coisas. Devo dizer, era uma obra prima. Bem ilustrada e explicada. Infelizmente nunca traduzida pro português. Ah, mas isso não era problema. Er… não que eu tenha lido! Era ilegal só possuir o livro no seu HD na América do Norte, na Europa e em vários países da Ásia.

     Vale lembrar que quem se revolta de verdade, quem quer mudar alguma coisa de verdade não são aqueles que vandalizam outras pessoas, batendo em mendigos, brigando com seus iguais e acima de tudo arrumando confusão com aqueles que não podem se defender, quando o alvo deveria ser aquele que não só pode se defender mas também usa isso como pretexto para tirar a nossa liberdade.

     Mas não adianta chorar, em homenagem, lá vai uma verdadeira obra Anarco-punk! Apresentando, The Offspring – Hand Grenades. Eu nem vou traduzir, pra ninguém falar que estou incentivando o vandalismo.

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“Let’s make hand grenades
From common things around the house
Let’s make hand grenades
Listen up, we’ll show you how

ok now take an old beer bottle
fill it up with gasoline
some paint thinner for good measure
and a sprinkle of maganese
now stuff a sock into the top
with a zippo you’ll be king

Lets make hand grenades
It’s hours of fun in a little jar
Let’s make hand grenades
Try one out on your neighbors car”

Li a letra da música no Pylyrics.

     Mas é claro, se alguem quiser olhar um dicionário, eu não vou impedir. Urban Dictionary (dicionário inglês-inglês de gírias), Reference.com (inglês-inglês), Priberam (português-português) e Michaelis (inglês-português-inglês)

CONSIDERAÇÕES SOBRE HARRY POTTER E O BOM CINEMA

agosto 1, 2009

     Aproveitando a decrescente “hype” sobre o filme do Harry Potter (cuidado, o site é meio merda), eu vou jogar essa idéia na mesa. Nesse momento, acho eu, a chance de um atentado à minha pessoa será menor. Esse filme é uma bosta. Não é necessariamente só culpa da escritora, então eu nem vou entrar no âmbito de plágios, que se estenderia por muitas e muitas linhas e provavelmente dá pra fazer um blog só sobre as idéias que a autora do livro, J. K. Rowling (cuidado, esse é todo merda) roubou por aí.

     A parte ruim, o que faz o filme ser uma bosta é, dentre outras coisas, o fato de serem 7 filmes! Pra acompanhar os 7 livros. Ah não, na verdade são 8 filmes para os 7 livros. Não esperava por essa né? E nem deveria. Pra que tudo isso? Eu te digo. Capitalizar o sucesso do filme anterior. Só pra ganhar mais dinheiro, trocando qualidade por $$$. Cha-chin!!

     E por que necessariamente um filme que ganha muito dinheiro capitalizando em sequências tem sua qualidade reduzida? Não é realmente verdade isso. Star Wars teve 3 filmes de início, depois mais três, totalizando quase a série do Harry Potter inteira e eu posso dizer que gostei de todos. Alguns mais, outros menos, mas no geral, é uma história boa e os filmes que não são, dá pra se gostar como entreterimento. A diferença é, Star Wars é uma série de cinema FEITA para o cinema. Harry Potter não. Eu até comentei no OVO COLORIDO sobre algo parecido. O último filme do Harry Potter que eu assisti tinha uns 30 minutos de filme. Filme mesmo, sem enrolação. O resto é besteira sem sentido só pra encher linguiça.

     Será que estamos tão desesperados por entreterimento que atualmente, topamos assistir qualquer coisa? Quando foi que nós trocamos o filme de boa qualidade, inovador, com boas idéias para algo tão óbvio quanto um garoto orfão contra um vilão vestido de preto?

     O que aconteceu com Blade Runner? Cidadão Kane? Monty Python? De Volta Pro Futuro? Ou até Exterminador do Futuro e Conan. Putz, só pra mostrar que eu não tenho preconceito com filmes de sequências longas, James Bond!

     O ponto é, todos esses, em suas versões mais antigas, como Exterminador do Futuro e James Bond tinham um certo tcham. Eu acho que esse tcham, eram os efeitos especiais. Ou melhor, a falta deles. Engraçado como a arte mais visual que existe foi depredada pelo exagero visual. A prova de que tudo que é demais estraga.

     Acabou-se a era dos efeitos especiais analógicos, quando se usava manteiga na câmera, estalinho pra tiros, efeitos e cortes de câmera e outras tosquices que pra falar a verdade, eram legais. Por que dava pra ver o intelecto e a criatividade de quem tava fazendo o filme. E não precisa nem ir muito longe, é só pegar filmes como Matrix. O primeiro, lógico. O famoso Bullet Time revolucionou e foi copiado mil vezes em trocentos filmes, porque? É simples e o resultado final é MUITO maneiro. E por falar nisso, os outros dois filmes apesar de continuarem a história de uma forma legal, não apresentam nenhuma inovação em termos de cinema. Pelo contrário, vejo um gande retrocesso.

     Eu não sou totalmente CONTRA efeitos especiais e o filme 300 é um exemplo disso. Aliás, Sin City também. Ambos foram tirados dos quadrinhos do Frank Miller e pra ser sincero, sem efeitos especiais muito bons nunca teriam saído dos quadrinhos. Pelo menos não com a falta de criatividade evidente de Hollywood. Esse filmes são exemplos bons usos de efeitos especiais e por “bom uso”, entenda-se, “uso bem dosado”.

     Toda essa tendência de efeitos especiais esdrúxolos não vai acabar tão cedo, pelo contrário, imagino que vá piorar muito. Principalmente com toda essa história de cinema 3d. Alguém lembra quando lançou aquela história de “som digital”. Lembra quando isso acabou de lançar? Quando era novinho? Então, eu fui pro cinema no lançamento do Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel. Fui até o cinemark, que não existia ainda aqui Niterói na época, isso é, me desloquei até a Barra da Tijuca pra ir assistir o filme na ÚNICA sala com som digital de TODO o estado do Rio de Janeiro.

     Só pra descobrir que a única sala com som digital do estado estava sendo ocupada pela obra , Xuxa e Os Duendes. É claro que entre os gritos das crianças e o choro dos pais, todos estavam prestando muita atenção na imensa qualidade de som na voz da Xuxa. Muito mais interessante que a música do Howard Shore, um dos criadores da trilha sonora do Senhor dos Anéis e um dos maestros mais talentosos do mundo.

     Prova de que tecnologia sem inteligência é um relógio suiço sem ponteiros.

     Bem vindo à era digital.