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O TOP LIXO DO CINEMA

outubro 26, 2009

Ah, os grandes filmes… e além desses, aqueles horríveis também. Como esses aí.

CONSIDERAÇÕES SOBRE HARRY POTTER E O BOM CINEMA

agosto 1, 2009

     Aproveitando a decrescente “hype” sobre o filme do Harry Potter (cuidado, o site é meio merda), eu vou jogar essa idéia na mesa. Nesse momento, acho eu, a chance de um atentado à minha pessoa será menor. Esse filme é uma bosta. Não é necessariamente só culpa da escritora, então eu nem vou entrar no âmbito de plágios, que se estenderia por muitas e muitas linhas e provavelmente dá pra fazer um blog só sobre as idéias que a autora do livro, J. K. Rowling (cuidado, esse é todo merda) roubou por aí.

     A parte ruim, o que faz o filme ser uma bosta é, dentre outras coisas, o fato de serem 7 filmes! Pra acompanhar os 7 livros. Ah não, na verdade são 8 filmes para os 7 livros. Não esperava por essa né? E nem deveria. Pra que tudo isso? Eu te digo. Capitalizar o sucesso do filme anterior. Só pra ganhar mais dinheiro, trocando qualidade por $$$. Cha-chin!!

     E por que necessariamente um filme que ganha muito dinheiro capitalizando em sequências tem sua qualidade reduzida? Não é realmente verdade isso. Star Wars teve 3 filmes de início, depois mais três, totalizando quase a série do Harry Potter inteira e eu posso dizer que gostei de todos. Alguns mais, outros menos, mas no geral, é uma história boa e os filmes que não são, dá pra se gostar como entreterimento. A diferença é, Star Wars é uma série de cinema FEITA para o cinema. Harry Potter não. Eu até comentei no OVO COLORIDO sobre algo parecido. O último filme do Harry Potter que eu assisti tinha uns 30 minutos de filme. Filme mesmo, sem enrolação. O resto é besteira sem sentido só pra encher linguiça.

     Será que estamos tão desesperados por entreterimento que atualmente, topamos assistir qualquer coisa? Quando foi que nós trocamos o filme de boa qualidade, inovador, com boas idéias para algo tão óbvio quanto um garoto orfão contra um vilão vestido de preto?

     O que aconteceu com Blade Runner? Cidadão Kane? Monty Python? De Volta Pro Futuro? Ou até Exterminador do Futuro e Conan. Putz, só pra mostrar que eu não tenho preconceito com filmes de sequências longas, James Bond!

     O ponto é, todos esses, em suas versões mais antigas, como Exterminador do Futuro e James Bond tinham um certo tcham. Eu acho que esse tcham, eram os efeitos especiais. Ou melhor, a falta deles. Engraçado como a arte mais visual que existe foi depredada pelo exagero visual. A prova de que tudo que é demais estraga.

     Acabou-se a era dos efeitos especiais analógicos, quando se usava manteiga na câmera, estalinho pra tiros, efeitos e cortes de câmera e outras tosquices que pra falar a verdade, eram legais. Por que dava pra ver o intelecto e a criatividade de quem tava fazendo o filme. E não precisa nem ir muito longe, é só pegar filmes como Matrix. O primeiro, lógico. O famoso Bullet Time revolucionou e foi copiado mil vezes em trocentos filmes, porque? É simples e o resultado final é MUITO maneiro. E por falar nisso, os outros dois filmes apesar de continuarem a história de uma forma legal, não apresentam nenhuma inovação em termos de cinema. Pelo contrário, vejo um gande retrocesso.

     Eu não sou totalmente CONTRA efeitos especiais e o filme 300 é um exemplo disso. Aliás, Sin City também. Ambos foram tirados dos quadrinhos do Frank Miller e pra ser sincero, sem efeitos especiais muito bons nunca teriam saído dos quadrinhos. Pelo menos não com a falta de criatividade evidente de Hollywood. Esse filmes são exemplos bons usos de efeitos especiais e por “bom uso”, entenda-se, “uso bem dosado”.

     Toda essa tendência de efeitos especiais esdrúxolos não vai acabar tão cedo, pelo contrário, imagino que vá piorar muito. Principalmente com toda essa história de cinema 3d. Alguém lembra quando lançou aquela história de “som digital”. Lembra quando isso acabou de lançar? Quando era novinho? Então, eu fui pro cinema no lançamento do Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel. Fui até o cinemark, que não existia ainda aqui Niterói na época, isso é, me desloquei até a Barra da Tijuca pra ir assistir o filme na ÚNICA sala com som digital de TODO o estado do Rio de Janeiro.

     Só pra descobrir que a única sala com som digital do estado estava sendo ocupada pela obra , Xuxa e Os Duendes. É claro que entre os gritos das crianças e o choro dos pais, todos estavam prestando muita atenção na imensa qualidade de som na voz da Xuxa. Muito mais interessante que a música do Howard Shore, um dos criadores da trilha sonora do Senhor dos Anéis e um dos maestros mais talentosos do mundo.

     Prova de que tecnologia sem inteligência é um relógio suiço sem ponteiros.

     Bem vindo à era digital.