Posts Tagged ‘Política’

JORNAL INVESTIGATIVO

maio 13, 2010

Eu chorei de rir. É verdade essa porra. Eu não aguento esses jornais que fazem “denúncia”.

Não é o primeiro vídeo do grupo que posto aqui, mas achei que como eles ganharam o concurso de improvisação ibéro-americano, valia um novo post.

Esse grupo de humor dos Barbixas é muito legal. O trabalho deles com improv é maneiríssimo e da pra ver pelos vídeos deles o grupo se aprimorando e refinando seu humor. Esse é um dos mais velhos e eles foram dilapidando um estilo muito interessante com o tempo.

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FIQUE CALMO! – ALGO SOBRE TUDO QUE VOCÊ APRENDEU NA ESCOLA

maio 12, 2010

Eu li no Livros e Afins mas diz lá que o texto original é do Cracatoa Simplesmente Sumiu.
Pasmem com esse texto. Sem mais.

————–

Fique calmo.

Você tem cinco anos de idade e só queremos que você sente nesta cadeira desconfortável por 5 horas.

Não começaremos por tanto tempo. No início há mais intervalos e períodos lúdicos. Vamos aumentando aos poucos.

Portanto, fique calmo.

Amanhã você também sentará nesta cadeira desconfortável por mais algum tempo.

De segunda a sexta e, às vezes, no sábado também. Embora por menos tempo.

E quando finalmente aprender a sentar nesta cadeira desconfortável por cinco horas, lá na frente estará um sujeito que falará durante as cinco horas sobre assuntos que, possivelmente, não interessam a você.

Não é culpa dele. Talvez nem ele saiba mais o que está fazendo ali.

Pois ele, antes de você, já teve a fase em que sentou-se, durante anos, em uma cadeira desconfortável durante cinco horas, ouvindo alguém falar sobre coisas que não lhe interessavam.

E, depois de passar por um processo desses, repetidamente, é bem possível que ele já não ligue mais para isso. Note como ele fala calmamente.

Assim, fique calmo.

Você não está aprendendo Matemática. Não está aprendendo Língua Portuguesa. Não está aprendendo Ciências. Isso é só a fachada.

O currículo está para o verdadeiro ensino como o restaurante sem movimento está para a lavagem de dinheiro de algum negócio ilícito. É só a fachada.

O que você aprende de verdade é que você deve suportar situações insuportáveis por períodos longos do seu dia, repetidamente ao longo de anos de sua vida.

A cadeira desconfortável em que você se senta por milhões de minutos está moldando sua bunda para o que bilhões de adultos costumam chamar de cotidiano.

Esse aprendizado tornará mais fácil e cômodo aceitar aquilo que se espera de você daqui a alguns anos.

E o cara lá na frente é uma espécie de boneco de treinamento. A exemplo dos simuladores, ele não pode feri-lo de verdade. Mas está condicionando você para a coisa mais importante nesta vida:

RESPEITAR A AUTORIDADE. A AUTORIDADE SÓ FALA A VERDADE.

E, pode acreditar, você terá oportunidade de respeitá-la e também de ser autoridade, às vezes simultaneamente, às vezes como boneco de treinamento. Ser, nessa máquina, uma engrenagem. Que é movida mas que move também

Sem respeito à autoridade, o mundo como o conhecemos não funciona. E todo o mundo sabe como o mundo, tal e qual o conhecemos, é ótimo. Todos o adoram. Ninguém quer engrenagens que se movam em algum sentido inesperado.

Então. Fique calmo. E sentado.

Outra coisa importante: errar é horrível.

Esperamos que você só acerte nesta vida.

Sabemos que ter medo de errar prejudica a criatividade, pois a criatividade presume eventuais erros.

Mas também ninguém espera que todo o mundo seja criativo. Afinal, o que seria da autoridade se todo o mundo começasse a ser criativo e tivesse liberdade para errar sem medo?

Assim, mais fachada: parece bonito ensinar alguém a só acertar, mas de verdade o que você tem que aprender mesmo é o medo de errar.

O mercado não admite erros.

Não havíamos tocado neste assunto, ainda.

O mercado.

Mas saiba que o mercado é a cola que une a sua bunda a essa cadeira desconfortável. Afinal, você precisa, um dia, ser capaz de ser um empregado e fazer parte do mercado.

É por isso que você está sentado. Sentado e calmo.

Fique calmo.

E, depois de anos de cadeira, ouvindo alguém falar de coisas que não lhe interessam em absoluto, você passará por uma coisa chamada vestibular.

O vestibular verifica se você ouviu e absorveu o suficiente de coisas desinteressantes e se, assim, será capaz de, mais tarde, vender seu tempo para projetos que também não lhe interessam necessariamente. E, assim, ser um empregado exemplar.

Isso tudo depende de:

•sua capacidade de ficar sentado em uma cadeira desconfortável, que indica sua predisposição a suportar situações insuportáveis

•sua capacidade de não questionar a autoridade, tão firmemente desenvolvida e fixada ao longo de anos que você nem a percebe

•sua capacidade de se interessar por assuntos que não o interessam realmente, que é uma espécie de auto-engano que as grandes empresas costumam chamar hoje de proatividade e de sinergia

Se você tiver absorvido tudo isso, certamente passará no vestibular. Muito embora – e mais uma vez entramos no tema da fachada – o vestibular pareça medir coisas como Matemática, Língua Portuguesa e Ciências.

Podemos concluir, grosso modo, que quanto mais concorrida a vaga de um curso, mais ela exige das três capacidades acima arroladas.

Matemática, Língua Portuguesa e Ciências são índices apenas. Na verdade, estão para o verdadeiro ensino como o hambúrguer está para o cadáver do boi.

Ainda assim, FIQUE CALMO.

Sim. Finalmente, você entrou em uma faculdade.

PARABÉNS!

Mais alguns anos de cadeira desconfortável. Só para garantir.

Mas agora você não precisa ficar sentado nela durante tanto tempo. Não é preciso. Seu espírito já se dobrou. Possivelmente, ele está sentado neste momento, suportando alguma situação insuportável, mesmo quando você está em pé.

Bem calmo.

É bem provável que essa faculdade em que você entrou tenha como slogan algo semelhante a “preparamos para o mercado” com a foto de um modelo sorridente abaixo.

Não confunda: ele não é um estudante da instituição, mas os dentes daquele sorriso são o mercado.

Para as fachadas mais humanas, o slogan é algo como “preparamos para a vida”. Que, considerando que vida e mercado hoje são quase sinônimos, dá na mesma.

“Preparamos cidadãos” – e seus equivalentes – quer dizer “ensinamos você a usar o Procon”. Porque, no mercado, o bom cidadão é o consumidor. Talvez a única vez que você tenha questionado o sujeito que fala coisas desinteressantes lá na frente tenha sido dizendo algo como: “Ei, eu pago o seu salário! Sou um consumidor!”. Parabéns, você aprende rápido.

Pois se você é incapaz de consumir, não é um cidadão de primeira classe. Talvez nem seja um cidadão.

E o mercado pede que você seja um cidadão. E o máximo a que o seu questionamento será capaz de chegar irá até estas três letrinhas: SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).

Se as empresas quisessem atender pessoas, colocariam gente de verdade atendendo aos telefonemas. E não gravações ou outras pessoas lendo scripts e preparadas pelo mercado.

Por isso, o mercado – de olho no futuro – cola sua bunda à cadeira desconfortável durante horas.

Para aprender a suportar situações insuportáveis, respeitar a autoridade e para nivelar sua criatividade tão aceitavelmente quanto a volúpia de um gato castrado.

Para que assim, um dia, você possa contribuir e, só então, consumir: realimentando o processo.

Eu sei que, aos cinco anos de idade, é difícil entender o que está acontecendo.

Mas peço que você, por alguns instantes e nos seguintes, FIQUE CALMO.

Em alguns anos você vai aceitar tudo perfeitamente.

SEMINÁRIO SOBRE INCLUSÃO EM NITERÓI

maio 4, 2010

O site da prefeitura de Niterói anunciou que de terça a sexta-feira (do dia 4 a 7), acontecerá o 1° Seminário de Acessibilidade, voltado a profissionais que atuam na área de transporte, arquitetura e recursos humanos.

Terça e quarta-feira das 10 às 17 horas (tema será educação continuada e certificação em acessibilidade) na Universidade (cough cough) Salgado Filho, vulgo Universo. Quinta-feira a festa é de 13 as 17, provavelmente eles acham que a essa hora eles não tem mais sobre o que falar, no auditório da Caixa Econômica Federal. Também na quinta (de 9 as 18) e na sexta-feira (de 9 as 13) aulas teóricas e práticas sobre exclusão de barreiras no esporte (what the fuck?) na Universo.

Ok, a idéia é oferecer informações aos profissionais da área sobre como incluir esse pessoal com o resto dos pessoal.

Então lá vai uma idéia, se alguém vir isso e aparecer lá, pode mandar, nem precisa falar que fui eu que falei: Avisa que seria um bom começo colocar calçadas em Niterói. Sabe como é, pra galera poder andar. Ou rolar. Ou pular. Serve pra todo mundo. Viu como eu entrei no espírito da inclusão?

RAIEIRO

dezembro 21, 2009

Raieiro: adj. Açor., que tem maus costumes ou mau génio. s. m. Gír., indivíduo que não goza de crédito.

A HISTÓRA DAS COISAS – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEL

dezembro 15, 2009

     De onde vêm as coisas e para onde vão depois que nós as jogamos fora.

     O documentário, apesar de não ser novo, explica de forma simples e num formato muito legal etapa por etapa do processo de produção e consumo que está levando nosso mundo ladeira abaixo.

     Vale muito os 21 minutos na frente da tela.

OBRAS DE FRIEDRICH NIETZSCHE

dezembro 6, 2009

Em português:

A_Origem_da_Tragdia.html
Alm_do__Bem_e_do_Mal.html
Assim_Falava_Zaratustra.html
Crepusculo_dos_dolos.html
Genealogia_da_Moral.html
O_Anticristo.html

Em inglês:

Beyond_Good_and_Evil.html
Homer_and_Classical_Philology.html
On_the_Future_of_our_Education.html
The_Antichrist.html
The_Case_Of_Wagner_Nietzsche_C.html
Thoughts_out_of_Season_Part_I.html
Thus_spake_zarathustra.html
We_Philologists.html

Em alemão:

Also_sprach_Zarathustra.html
Die_Geburt_der_Tragdie.html
Ecce_homo_Wie_man_wird_was_man.html
Gtzen-Dmmerung.html
Jenseits_von_Gut_und_Bse.html
Menschliches_Allzumenschliches.html

Em finlandês:

Dityrambeja.html

Em francês:

Ainsi_Parlait_Zarathoustra.html

OBRAS DE SANTO AGOSTINHO

novembro 23, 2009

Em português:

AGOSTINHO_Santo1_Soliloquios_e.html
AGOSTINHO_Santo_Confissoes_e_D.html
AGOSTINHO_Santo_A_doutrina_cri.html
AGOSTINHO_Santo_A_trindade.html

Em inglês:

The_Writings_Against_the_Manic.html
Anti-Pelagian_Writings.html
City_of_God.html
Confessions_and_Enchiridion.html
Expositions_on_the_Book_of_Psa.html
Homilies_on_the_Gospel_of_John.html
On_Christian_Doctrine.html
On_the_Holy_Trinity.html
Sermon_on_the_Mount.html
The_Confessions_and_Letters_of.html
The_Soliloquies.html

EXÉRCITO BRASILEIRO – VOCÊ NÃO TEM ESCOLHA

novembro 17, 2009

     Excelente visão sobre o nosso exército. O engraçado é que, pelo visto, o que mas se faz lá é cair no rio.

PROVA DE AMOR

novembro 15, 2009

Quadrinhos3

CONFORMIDADE, CONFORMISMO E O VOTO NO LIXO

outubro 29, 2009

     Minha mãe me mandou um e-mail esses dias com um texto muito legal e deu a dica deu pôr no blog. É, a família toda tá colaborando agora. Mas acontece que o texto é bom mesmo e chega perto de abordar um tema que eu já queria escrever sobre já faz um tempo.

     O texto aparentemente não tem autoria, então fica aí a vaga.

 

 

     “Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes. Reclamava dos governantes das Sesmarias e das Capitanias Hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores. Reclamava dos presidentes da Velha República e da República Velha, dos militares, de Sarney, de Collor, do Itamar, de FHC, de Lula. Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!

     Nas próximas eleições vamos ter novo presidente, novo governador, outros deputados, ou os mesmos! Mas o povo vai continuar a reclamar. Sabe por quê? Por que o problema não está nos deputados, senadores, governadores, prefeitos, presidente, funcionários. O problema está naquele que reclama: você e eu, nós! O problema está no brasileiro. Afinal, o que se poderia esperar do povo que sempre da um jeitinho? Um povo que valoriza o esperto e não o sábio? Um povo que aplaude o vencedor de um Big Brother, mas não sabe o nome de um escritor brasileiro? Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia! Ri quando consegue puxar TV a cabo do vizinho. Sonega tudo o que pode e quando pode, sonega até o que não pode. O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade? Joga lixo na rua e reclama da sujeira? O que esperar de um povo que não valoriza a leitura? O que esperar de um povo que finge dormir quando um idoso entra no ônibus? Prioriza o carro ao pedestre? O que dizer de um povo que elege o Maluf de novo, elege o Clodovil?

     O problema do Brasil não são os políticos, são os brasileiros. Os políticos não se elegeram, fomos nós que votamos neles. Político não faz concurso, ganha votos: o seu e o meu.”

 

 

     Não deixa de ser verdade, eu ainda acrescento, existe outro problema que é o conformismo. O brasileiro deve ter alguma carência, alguma vontade de se encaixar em todos os grupos, sei lá. O fato é que as pessoas parecem ter um bloqueio de dizer “não”, alguma coisa proíbe o cérebro delas de serem contra a opinião alheia. Eu já observei isso acontecer várias vezes e como sou taxado de “do contra” ou “criador de caso”, vejo isso com grande curiosidade. A minha teoria é de que o brasileiro tenta não desagradar o seu próximo. Não sei o porque disso.

     Acontece toda hora, quando o caixa do supermercado não te da a droga do um centavo (dá minha moedinha!), quando alguém fura fila (aê, eu cheguei antes de você aqui, amigão!) e existem trocentos exemplos do dia-a-dia.

     Alguns pesquisadores aparentemente chegaram ao cúmulo de estudar um fenômeno parecido que eles denominaram conformidade e que se relaciona muito com o brasileiro também. Segue o vídeo explicando abaixo.

     A meu ver a situação tem duas soluções. Uma e simples e a outra nem tanto. Apesar da nem tanto ser bem mais divertida.

     Na nem tão simples, fazemos como na revolução francesa e botamos algumas cabeças pra rolar. Claro que não necessariamente precisa ser com guilhotina. Isso seria desumano. Poderia ser pelotão de fuzilamento ou enforcamento. Tanto faz. Mas limpar um pouco o país dos políticos não faria mal nenhum.

     O grande problema dessa opção é a falta de organização e de atitude do brasileiro. Vontade de se sujar um pouco pra fazer uma limpeza.

     Na segunda opção, bem mais simples, porém muito improvável ainda, é a seguinte:

 

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     Achei a imagem no blog Alê Félix.

     Nada poderia ilustrar melhor. Simples assim, vote nulo. Toda eleição que aparece eu encho o saco das pessoas que eu conheço, explicando isso. Vote nulo, se você acha que nenhum dos políticos merece o seu voto, não vote no menos pior, porque ele não sabe que você votou no menos pior, para a estatística o que fica parecendo é que você votou no cara porque gosta e apóia as suas idéias.

     Passe a mensagem certa e vote nulo. Avise para os políticos que você não os quer mais no poder. Poder esse que, por experiência, você sabe que eles só usam para nos ferrar.

VALORES

outubro 18, 2009

     Um dos meus estilos favoritos é o épico. Por muitas razões. Eu sempre quis escrever um épico, minha cabeça de tempos em tempos volta à essa idéia fixa que nunca vinga. Eu penso sobre, imagino um tema, planejo, faço até algumas anotações, já tentei até reinventar a roda, mas sou impedido pelo básico. Não tem como escrever um épico hoje em dia. Não é nem que esteja fora de moda, pois a moda sempre volta. O épico morreu mesmo.

     Bem, pra começar do início, eu não sou muito bom com poesia e infelizmente essa é a parada do épico, poesia. Tem toda aquela história sobre ser um tema inicialmente formado na oralidade, uma história contada de pessoa a pessoa, cantada pelos bardos. Por ser contada, tinha que ser em poesia pra ficar fácil de lembrar. Infelizmente, a mim não foi dado o dom da poética.

     Outra coisa que o épico precisa é de um herói, e, ao contrário do que a maioria pensa, inclusive alguns grandes estudiosos (incluindo alguns professores meus), o herói é a figura mais importante do épico e não a forma poética. Note bem, eu disse mais importante, não mais difícil. Quem já tentou escrever uma porcaria de um poema decasilabico heróico sabe.

     O problema é que o herói épico, não existe mais, mas ele não existe MESMO. A ponto de ser inverossímil. O herói é aquele cara que incorpora a moral de uma nação. Ele é o símbolo daquele povo, o melhor dentre os seus. Ele é a personificação da perfeição e inabalável. Nada tira o cara do seu trono e a sua lealdade indisputável é para com a sua gente.

     Pouca gente sabe é se você perguntar pra qualquer um da igreja a chance dele saber disso é menor ainda, mas o símbolo da cruz não foi escolhido à toa. São trocentos motivos, mas um deles tem a ver com os sete pecados capitais. Para antagonizá-los, a igreja tem quatro virtudes cardeais (cruz, quatro, sacou?). São elas, justiça, prudência, temperança e fortaleza (alguns dizem força, mas a palavra não define bem o significado a ser atingido). Pois bem, o herói épico personifica essas virtudes a ponto de tê-las guiando sempre os seus atos. Claro, ele desliza às vezes, como Ulisses dando esporro em Poseidon, mas aí ele se fode. Quando ele faz as pazes com as virtudes, tudo volta a correr bem.

     Agora, como fazer então um épico atual se esses valores morais não existem mais. Honra, nobreza, caráter, princípios, as virtudes ditas acima, o famoso “gentleman” inglês. Esses valores reunidos são um código implícito de como ser digno consigo e com outros. Mas as pessoas esquecem que boa parte da importância desse negócio é que ele é implícito! Quando você manda alguém ser uma boa pessoa e ela é, existe uma boa chance de quando você não mandar, ela não ser.

     Exemplo, leis. Leis que forçam socialização entre pessoas. A legislação civil é cheia dessas coisas, como leis pra convivência em condomínios e coisas assim. Existem tantas obviedades naquele negócio, que é difícil de acreditar que alguém precise ser lembrado daquilo, e talvez algumas pessoas só descumpram essas leis por ela ser forçada a elas.

     O meu ponto é, não se pode impor valores sobre alguém, é como se eu quisesse impor arte abstrata na cabeça de um poeta parnasiano. Não dá certo. Primeiro que o parnasianismo era uma bosta. Mas mais importante, os valores têm que ser ensinados.

     Aí eu volto à minha velha retórica de que todos os problemas poderiam ser resolvidos com um sistema de educação mais eficaz, blá blá blá.

     Fazer o que, é isso mesmo.

     Ou seja, se eu fosse fazer um épico eu teria que desconsiderar os valores e pegar o outro quesito para o herói, ser um símbolo de sua nação. Os gregos pegaram um guerreiro-filósofo por Homero, os romanos um guerreiro grande e burro por Virgílio, os portugueses um navegador cagão por Camões e os ingleses um bárbaro insano matador de feras por… bem, ninguém sabe quem escreveu Beowulf.

     Mas e o brasileiro? Qual seria o símbolo da nação para o povo brasileiro?

     Tenho calafrios só de pensar na resposta.

OBRAS DE FRANZ KAFKA

outubro 14, 2009

Em inglês:

The_Metamorphosis.html
The_Trial.html

Em português e alemão:

FranzKafka-UmFratricidio.html

Em português:

A_Metamorfose.html
franz_kafka_-_28_aforismos.html
franz_kafka_-_contos.html
Franz_Kafka_-_O_Castelo.html
Franz_Kafka_-_O_Processo-rev.html
franz_kafka_-_textos__contos_.html
Franz_Kafka_-_Um_Artista_da_Fome_e_a_Construo.html
FranzKafka-UmaVelhaPgina.html
FranzKafka-UmMdicoDeAldeia.html
kafka_franz_-_carta_ao_pai.html

MORTOS-VIVOS – ZUMBI, O APOCALIPSE PARTE 3

setembro 30, 2009

     Ta aí uma música que não vai ficar velha nunca. E que, apesar de não ter nenhuma ligação com o tema morto-vivo, ela se chama Zombie por um motivo. Ouça e veja o clipe que logo se entende.

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TODAS AS PROPAGANDAS DE ARNOLD SCHWARZENEGGER NO JAPÃO

agosto 21, 2009

     Não, não! Eu TINHA que por isso aqui. Isso é pura arte. A arte do ridículo? Talvez. O fato é, até os governadores têm um passado negro pelo qual eles devem responder.

     Todos os créditos de achar essa beleza vão para o site Desocupado.

ps.: sim, eu fui buscar como se escreve o nome do cara no google.

 

VINTE E QUATRO ANOS DE BROCHADA

agosto 18, 2009

     Puxaleve estava sentado num barzinho, terça à tarde, esperando Doravante, seu amigo chegar. Quando ele chega, senta-se e pede mais uma garrafa e um copo.

– Que cara é essa? – diz Puxaleve

– Brochada.

– Xíííí… nem conta, não quero nem saber.

– Que? Não, né nada disso, ô animal! É o país.

– País? O que o país tem a ver com a sua brochada?

– Deixa de ser tapado Puxa. Você não vê? O país é que tá brochando. Faz vinte e quatro anos que o Brasil tá brochando.

– E como é que país brocha?

– Tudo começou por causa do desgraçado do Tancredo em 85. Opa, valeu heim. – Doravante agradece ao garçom que deixa o copo e a garrafa na mesa.

– Mas o Tancredo morreu, ele foi eleito e morreu antes de tomar posse.

– Exatamente, o desgraçado morreu e deu o cargo pro Sarney! Pro Sarney!! Tem desgraça maior que essa?

– É eu lembro essa daí. Lembro que até na época não se sabia direito se era ele ou o tal de Ulysses que devia ser o presidente mesmo. Mas o cara tinha a grana e o poder então acabou sendo ele.

– E o desgraçado ficou cinco anos no poder pra depois dar lugar a quem?

– Ahn… deixa ver, depois dele veio… vixi, foi o Collor.

– Nem precisa falar né? Durou dois anos e entrou o Itamar pra substituir. Foi melhor que o Collor, mas também pra ser pior só se o Bush fosse eleito. Mas também fez um monte de cagada. Lembra o plebiscito em 93? 30% da população nem apareceu ou anulou o voto e 10% votaram na monarquia. MONARQUIA!! As pessoas preferiam ter um rei a um presidente. Claro, as nossas experiências com presidentes tinham sido na ditadura, o Collor e o Sarney.

– Haha, eu me lembro disso, ele mudou de partido pra se eleger e tudo. Essa história de fidelidade partidária nunca colou com ninguém.

– Exato, mas uma das poucas coisas decentes que esse cara fez, o Fernando Henrique foi lá e tascou a mão. O real. – Doravante joga uma nota de R$ 10,00 na mesa.

– A inflação tava braba.

– Tão braba que às vezes a gente ia à padaria pra comprar pão e não tinha porque o preço da farinha foi pro espaço! Mas todo mundo votou confiante no FHC, o cora era formado em sociologia, professor da USP, renomado estudioso de Maquiavel e ainda por cima de família rica. Pô, o cara tinha bala na agulha, era inteligente e instruído. Tinha tudo na mão… FUDEU com o país que nem jegue comendo uma virgem.

– Esse era um que eu matava. Não tem sujeitinho mais escroto que esse. Posando de intelectual, não fez porra nenhuma. O Lula eu até posso perdoar, o cara passou fome quando criança, sem educação formal. Mas um sujeito de faculdade, família boa, cheio de oportunidade se vender assim que nem ele.

– É mais o Lula também não é inocente. Afinal ele brigou tanto pra se eleger pra que? Cinco vezes! Se candidatou cinco vezes. Dava até a impressão de que o cara ia salvar o mundo. Tava com tanta vontade de se eleger que parecia que tinha descoberto a saída de todos os problemas. Porra nenhuma. Ta aí, viajando e falando merda igual um pedaço de pau de bosta.

– Ta aí ainda, não sabe de nada, não quer nada com nada. Mas qual é o ponto disso tudo?

– Cê não entendeu ainda? O país vem brochando desde a época do Tancredo. A gente só tem tido um bando de safado ou idiota no governo e os caras não fodem nem saem de cima. São uns brochas e a gente ta brochando junto. Aliás, junto não, eles tão brochando a gente. Percebeu um certo padrão na presidência desde aquela época? O Tancredo é eleito, mas o Sarney entra. Depois o Collor é eleito e o Itamar entra. Depois disso mudou a moeda, ai o Fernando Henrique tem dois mandatos, depois o Lula tem dois mandatos.

– E daí?

– E daí que primeiro alguma coisa acontecia e um presidente acabava sendo tirado do governo para outro entrar. Quando ele entrava, nós não tínhamos escolha. Já foi difícil por alguém lá e agora que seja-lá-quem-for entrou, não dá pra tirar. Depois os passamos a reeleger os presidentes, de novo, por completa falta de escolha. Lula é igual ao Fernando Henrique que é igual ao Itamar que é idêntico ao Sarney, não interessa. Qualquer um que estiver lá vai fazer a mesma porcaria. Brochar.

– Tá, e pra que você chegou aqui já falando disso?

– Ah, Puxa, fica quieto e pede mais uma.