Posts Tagged ‘Sacanagem’

ANTIREBOLATION

maio 6, 2010

Então é por isso que eu tenho que ficar ouvindo esta merda?

Fato é que, por vezes, nós temos que ENGOLIR alguns sapos, algumas intrussões no nosso cotidiano com o pretexto de respeitar os direitos dos outros quando, o de quem possui gostos diferentes, nem sempre (entenda-se quase nunca) é respeitado.

A dica foi do Luan. Valeu!

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E FODA FICAR SEM ACENTOS

maio 5, 2010

Eu realmente gostaria de saber se eu fiz alguma merda nas configuraçoes do blog ou se foi o wordpress mesmo. Desde hoje no inicio da tarde eu nao consigo mais por acento nenhum nas palavras.

Entao eu tenho que digitar no word e passar os textos para ca. Ate ai tudo bem, eu ja devia estar fazendo isso mesmo, mas quando eu quero fazer um post rapido, abrir o word, digitar o texto e o titulo, abrir o blog, copiar e colar, vai contra todo o principio de “rapido”.

O LeM entao passa a ser o fast food brasileiro do fast blogging.

SEMINÁRIO SOBRE INCLUSÃO EM NITERÓI

maio 4, 2010

O site da prefeitura de Niterói anunciou que de terça a sexta-feira (do dia 4 a 7), acontecerá o 1° Seminário de Acessibilidade, voltado a profissionais que atuam na área de transporte, arquitetura e recursos humanos.

Terça e quarta-feira das 10 às 17 horas (tema será educação continuada e certificação em acessibilidade) na Universidade (cough cough) Salgado Filho, vulgo Universo. Quinta-feira a festa é de 13 as 17, provavelmente eles acham que a essa hora eles não tem mais sobre o que falar, no auditório da Caixa Econômica Federal. Também na quinta (de 9 as 18) e na sexta-feira (de 9 as 13) aulas teóricas e práticas sobre exclusão de barreiras no esporte (what the fuck?) na Universo.

Ok, a idéia é oferecer informações aos profissionais da área sobre como incluir esse pessoal com o resto dos pessoal.

Então lá vai uma idéia, se alguém vir isso e aparecer lá, pode mandar, nem precisa falar que fui eu que falei: Avisa que seria um bom começo colocar calçadas em Niterói. Sabe como é, pra galera poder andar. Ou rolar. Ou pular. Serve pra todo mundo. Viu como eu entrei no espírito da inclusão?

O RETORNO

maio 3, 2010

Senhoras, senhores e indecisos, amanhã o LeM retorna à vida, religa os motores e retoma as atividades.

Um bom dia para nem se entrar na internet.

A HISTÓRA DAS COISAS – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEL

dezembro 15, 2009

     De onde vêm as coisas e para onde vão depois que nós as jogamos fora.

     O documentário, apesar de não ser novo, explica de forma simples e num formato muito legal etapa por etapa do processo de produção e consumo que está levando nosso mundo ladeira abaixo.

     Vale muito os 21 minutos na frente da tela.

A SENSACIONAL ALICE

dezembro 7, 2009

     Alice era uma menina sensacional. Daquelas que dão torcicolo quando passam. Dezenove aninhos, pele lisinha, olhos verdes saltitantes e uma suposta virgindade, que era causo pra assunto por horas entre a galera da rua. Havia os céticos de um lado e os bíblicos. Os céticos nem davam bola pra esse papo de hímem. Logo a Alice? Qualquer outra vá lá, mas a Alice? Já os bíblicos tinham fé. Precisavam crer que existia um propósito maior e que ela ainda estava selada e lacrada.

     Quando questionada sobre o assunto, Alice apoiava que era virgem e ainda soltava a bomba. “Eu só vou me entregar quando casar.”

     Um dos garotos do bairro não e se agüentou e propôs logo. Na verdade, mais por curiosidade que por amor. Queria ver a Alice, como a Alice devia ser vista. À olho nu. À corpo nu. Ele, bom partido, boa família, pescou o interesse da Alice e casaram-se. Reza a lenda que a noite de núpcias durou 11 dias. Os três primeiros o marido passou rezando devido a uma promessa. Os quatro últimos ele passou no hospital, caso clínico de inanição. Passara os outros quatro dias sem comer. Comida.

     Por desgraça do destino, três messes depois o marido de Alice morreu. Acidente de avião na Alemanha. Foi visitar o país a negócios e voltou numa cama de madeira. O enterro foi um inferno para a Alice, tinha mais gente ao redor dela do que do defunto e nunca se viu tanto marmanjo fingindo choro. Familiares do presunto e da Alice, amigos de ambos, transeuntes, todos tentavam agradá-la. A vaga estava aberta novamente. Mas ela foi incisiva pros mais persistentes. “Só casando.”

      E é claro, como era Alice, a vaga foi rapidamente preenchida. E Alice também, foi preenchida. Um casamento sólido, pacífico, e monogâmico. Tinha tudo para ser eterno e foi, enquanto durou. Eterno por seis meses e dois dias. O divorcio foi pedido pelo marido que alegou em segredo para o advogado da Alice, “não da pra acompanhar. É todo dia, toda hora, a gente não desliga o ar-condicionado faz dois messes. Aliás, acho que é a primeira vez que eu saio da cama essa semana.”

     Mas Alice não se deixou abalar. O advogado, o pai do advogado, amigo de infância, seu dentista, corretor de imóveis, músico. Alice casou-se e casou-se. Com o recato de uma virgem, nunca fez “aquilo” fora do casamento. Assim lhe foi ensinado.

     Hoje, Alice mora na França, muito bem obrigado, com seu marido Jacques. Setenta e seis anos e com 37 divórcios, 8 funerais e 3 fugas. Jacques tem vinte e dois anos e é sustentado pela inacreditável pensão que Alice recebe.

     Jacques recentemente renovou o seu passaporte e planeja secretamente uma viagem para o Alaska.

8-BIT PARA ADULTOS

dezembro 1, 2009

     Achei no site Cinemando o videoclipe da banda Flairs, todo feito em 8-bit e com muitas analogias àqueles jogos antigos do mesmo estilo. A música se chama Trcker´s Delight, é sensacional, mas é proibido para menores.

O TOP LIXO DO CINEMA

outubro 26, 2009

Ah, os grandes filmes… e além desses, aqueles horríveis também. Como esses aí.

AMÁLGAMA – A FUSÃO DO ANO, DISNEY/MARVEL (TIREM O KAYNE WEST DA SALA)

outubro 15, 2009

     Pra quem não sabe, é isso aí. A Disney comprou a Marvel em agosto. Pra quem não sabe mesmo, leia sobre aqui. O intuito de acordo com eles foi o de aumentar a sua audiência entre os adolescentes do sexo masculino. Bem, não se pode dizer que foi uma má idéia. Eu pessoalmente não curti.

     Em compensação, o pessoal da internet fez do assunto uma desculpa pra cair em cima e sacanear. Estão aí alguns dos desenhos reunidos pelo Design Inspiration sobre o assunto. Clicando no link se encontra as outras imagens.

 

SEXO NO TELECURSO 2000

outubro 13, 2009

     Quando a população começa a ter aulas sobre sexo no telecurso 2000, você sabe que o fundo desse poço tá chegando.

RIO 2016 – O POST MAIS FÁCIL DO MUNDO

outubro 2, 2009

     Verdade, esse é o post mais fácil de escrever até agora. Principalmente por culpa do tema. Olimpíadas no Rio de Janeiro? HÁ-HÁ-HÁ. A gente não consegue ter um joguinho no Maracanã sem ter confusão, pelo amor de deus.

     Então o post mesmo vai ser assim, eu visitei o site Rio2016 e fui na seção Por que o Rio? e verifiquei algumas… como direi, irregularidades, mentiras, meias verdades e outras manipulações de informação. Como diria o Willy Wonka, vamos por partes.

 

“A economia do Brasil é atualmente a décima maior do mundo – com previsão de ser a quinta até 2016.”

     A previsão é risível, e a constatação de 10° lugar é a tentativa mais ridícula de forçar a barra em estatísticas que eu já vi. Pois bem, um dos maiores medidores da economia de um país é o seu PIB (produto interno bruto) e nesse quesito, realmente, o Brasil teve um resultado 0,3% melhor que a média mundial, que é de 3,2% para 2009. Significa uma melhora, mais lenta do que a dos últimos anos, mas ainda é uma melhora. Porém, o PIB pode sim, enganar em alguns momentos, pois números mentem. O PIB é modificado positivamente por alguns fatores, como os gastos do governo com a infra-estrutura. É a velha história, de quando Roosevelt começou a contratar pessoas pra quebrar a rua de noite e consertar de dia. Bem, ele não fez isso de verdade, mas a teoria é a mesma. A maior empresa do país, o governo, contrata e pronto, pessoas que ganhavam R$ 0,00 passam a ganhar algum dindin.

     Isso sem falar nos nossos pesquisadores que concluíram que quem trabalha de camelô ou de certo modo, informalmente ou aqueles que pararam de procurar emprego NÃO FAZEM PARTE NA CONTA DA TAXA DE DESEMPREGO. Por isso nós temos uma taxa de desemprego em dezembro de 2008 ficou um pouco abaixo de 8% de acordo com a Folha Online.

     Então, nós somos aproximadamente 200 milhões, sendo que até janeiro deste ano foram 43 milhões abaixo da linha da pobreza (ganham apenas pra comprar comida ou nem isso), desde lá até maio mais 1,9 milhões entraram nessa lista e 316 mil saíram dessa lista para entrar na lista dos que ganham menos de um salário mínimo, ou seja, por volta de 250 reais. Uhúl!! Sem contar aqueles que sequer entram nas estatísticas por diversos motivos. Não são acessíveis ao censo, não querem ser entrevistados (que nesse caso é a maioria por conta de insalubridade moral) ou simplesmente foram cortados. Temos por aí, uns bons 40% da população abaixo da linha da pobreza. E eu to pegando leve.

Fique tranqüilo, os links com os dados virão no fim do post, eu não estou inventando isso. Eu queria estar, mas não estou.

 

“Somos o segundo maior exportador de produtos alimentícios”

     Nem vou comentar direito. Esse é verdade. Mas não vejo muita ocasião pra orgulho. Somos o segundo maior, pois os países mais desenvolvidos trocaram suas prioridades a décadas atrás! E mesmo assim ficamos atrás da China que possui uma das mãos de obras menos especializadas e mal-tratadas do mundo em relação per capita.

 

“quinto maior mercado publicitário”

     Combina com a nossa posição de 5° maior país do mundo em quantidade demográfica. Temos uma indústria publicitária boa, pois temos um mercado consumidor grande. Não é um grande caso pra orgulho a não ser que você esnobe, “Temos os maiores reprodutores e piores controles de natalidade do mundo. Não, espera, ficamos atrás da China nesse quesito também.”

 

“Nossa economia diversificada é o motor da América Latina”

     Uma palavra: Chile.

     Até morro com traficante eles têm lá também.

 

“e um dos 10 maiores mercados consumidores”

     Excluindo aqueles que estão abaixo da linha da pobreza, fica fácil. Se espremer um pouco mais dá pra virar o 2°. É, porque a China é páreo duro.

 

 

     Ahhh isso se estende ao infinito e avante. A lista é imensa.

     Eu tentei aqui fazer uma crítica concisa, séria para mostrar o meu descontentamento em relação a, não somente termos ganho a disputa do lugar, mas também a termos entrado na disputa pra início de conversa. Vai da merda. Não precisa nem pensar no assunto. Eu não sei se vai ser televisionado, se a mídia vai ver e falar sobre, mas que vai ter, vai. Vai ter roubalheira, trapaça e… caramba, a roubalheira já começou. Empreiteiras estão se estapeando país afora para ganhar a concessão dos direitos de produzir o evento. Não é preciso ser vidente nem inteligente pra saber o fim disso!

     Falta-me certa capacidade mental pra entender a ligação do brasileiro com o esporte. Sério. Eu tenho minhas teorias, mas são só isso por enquanto, teorias. Por que, meu deus, acredita-se tanto que o esporte é a única solução e pra que tantos projetos com ligação ao esporte?

     Se o cara é fudido e não tem grana, põe no futebol pra não roubar. Se o muleque não quer ir ao colégio, põe no vôlei pra ele se disciplinar. Se a senhora tem problemas psicológicos e quer se suicidar, põe na natação pra se acalmar. Bem, na minha época porrada na cara curava esses daí, dentre outros.

     Eu posso estar exagerando nos exemplos para ridicularizar a situação, mas a verdade é que, se um em cada mil conseguirem mesmo se sobressair no esporte escolhido, talvez seja muito.

     Aliás, essa é provavelmente a explicação pra nós termos uma quantidade gigantesca de profissionais de merda no esporte. Vou falar do futebol que é o que eu mais vejo por culpa da mídia. Nossos jogadores são uns bostas. Vamos falar primeiro de qualidade. Pelé é um merda. Romário também e que eu me lembre agora o Cafú idem. Tem outros, muitos outros, mas o nome falha no momento (ah, lembrei, Kaká e Robinho). Esses daí não jogam nada, são ruins mesmo. Mas eu dou crédito, são oportunistas e sabem o valor do momento. Mas até aqui é muito achômetro sem provas, vamos falar de profissionalismo. Começando pelos clubes. Roubalheiras, falta de pagamento e, ora, ora, ligações com religião e política. Mas é claro, pode revirar qualquer monte de lixo que você encontra esses dois metidos no meio. Falando dos jogadores, a lista é interminável. Faltas, brigas em campo, falta de respeito com as autoridades (juiz e bandeirinhas), etc. Ora, eles não estão numa pelada, eles estão no trabalho. Se você vai trabalhar e grita, berra e xinga alguém no escritório, o que acontece? Demissão? Só isso? Talvez até pior, processos, justa causa, sem recomendação ou má recomendação empregatícia e por aí vai. Mas os tais jogadores, jogam como se tivessem na esquina de casa.

     Isso tudo foi com o exemplo do futebol, mas eu tenho certeza que acontece com outros esportes, como está sendo visto agora na fórmula I, por exemplo, e é óbvio, tem um brasileiro no meio.

 

     O meu maior desgosto é ver a população acatar, compreender e até gostar disso. Brasileiro parece mulher de bandido, gosta de apanhar e se fuder.

     O fato é, eu hoje ganhei um respeito imenso pela população de Chicago. Eu nunca gostei nem fui tão fã dos Estados Unidos assim, mas Chicago ganhou hoje vários pontos a favor deles, pela sua força como cidadãos, por fazer valer sua voz independente do que o governo quer e pela personalidade forte.

     Hoje, no fica meu parabéns e meu respeito às pessoas de Chicago, com certeza entraram no meu itinerário.

Links utilizados e comentados no post:

http://www.ibge.gov.br/home/

http://planetasustentavel.abril.com.br/

http://blog.blogdoempreendedor.com/2009/05/22/linha-de-pobreza/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u493077.shtml

http://www.papodeempreendedor.com.br/empreendedorismo/qual-o-pib-do-brasil-e-do-mundo-para-2008-e-2009-e-o-dolar/

http://www.rio2016.com.br/pt/PorqueRio/Default.aspx

O ARCANJO DE PEDRA

outubro 2, 2009

     Há muito tempo eu vinha procurando por um mortal que pudesse abrir uma passagem para o seu mundo. Meu senhor começava a ficar aflito e sempre resmungava que nos tempos antigos havia mais portais e eu sabia que sua irritação poderia cair a qualquer momento sobre mim. Estava ficando preocupado, até encontrar um tal de Sharbara, um aprendiz da arte negra.

     Ele não pediu muita coisa em troca, queria apenas poder para se tornar um grande necromante, não pediu um tratado nem ritual algum para confirmar o acordo – “os mortais estão perdendo a malícia” – dizia meu senhor. Sua ansiedade cada vez mais aumentava, pois o senhor queria que os velhos tempos voltassem. Dizia que o novo Mestre nos esquecera e não o agradava tanto quanto o antigo, que fora o mais cruel e ganancioso que existiu por esses planos, segundo ele. Soltá-lo seria uma tarefa trabalhosa, mas recompensadora.

     Os nossos planos, meu e de meu senhor, eram de chegar a Kazhmound e procurar as duas chaves que libertariam o Mestre. O humano nos abriu passagem e nos concedeu vestes, provisões e montaria. Em troca recebeu seus poderes, pois meu senhor é generoso e sempre retribui um favor. Diz que em tempos difíceis, sempre devemos trazer mais alguém para o nosso lado. Estávamos no meio das planícies desérticas do Reino Negro e deveríamos rumar em direção à Phyrexia, lá haveria um templo onde nós poderíamos nos hospedar. Ao chegarmos, percebi a insatisfação do meu senhor, o seu olhar repugnava a cidade. Ele me contou como aquele lugar havia sido palco de grandes preparações para guerras, mortes e destruição. Mas hoje era monótona, pois seus líderes não cobiçavam poder e não se importavam com as sombras.

     O templo era grande e muito bem trabalhado, se mostrava imponente diante das outras construções da cidade, sendo até mais belo que o castelo. Nos portões do templo haviam figuras entalhadas que me lembravam o meu lar. Entramos e pedimos para falar com o Supremo-Sacerdote e fomos atendidos. Um servo nos encaminhou à sua sala. Ao passar pelos corredores percebi que nas paredes havia pequenos gárgulas e mais desenhos do meu lar e me senti realmente em casa. A sala do Supremo-Sacerdote era grande e oval. Ele se encontrava de pé nas escadas de um altar. Tinha um ar altivo e olhar severo, o que não incomodou nem um pouco meu senhor que se dirigiu a ele dizendo:

     – Somos enviados das sombras e viemos em busca de recursos para seguirmos ao oeste e libertar o antigo Mestre. Assim nascerá uma nova era.

     O Supremo-Sacerdote riu. Fora a risada mais curta de sua vida.

     Após nos banquetearmos com suas vísceras, meu senhor pegou algumas velas e com o sangue do Sacerdote desenhou o símbolo de sua linhagem, um grande morcego, e começou a recitar algumas palavras. Logo, um portal se abriu e dele saíram doze criaturas. Grandes e fortes, tinham pele escura, olhos pequenos de cor amarelada e estavam enrolados em correntes. Meu senhor havia invocado seus criados para nos proteger de qualquer ameaça.

     Com um quartel-general e uma pequena tropa, passamos para o próximo passo. Encontrar as chaves. O senhor sabia a localização das duas, uma estava no fundo do oceano e a outra em um templo no reino de Hylius. Pediu-me para procurar um meio de irmos ao fundo do mar, mas eu tive uma idéia mais prática. Corromperia alguém do povo do mar para que trouxesse a chave e minha sugestão foi aceita. Peguei a orbe e comecei a procura, encontrei um grupo de tritões mercenários e os convoquei para uma pequena reunião nas praias de Phyrexia. Logo que chegaram, expliquei o que deveriam roubar e o que ganhariam com isso, eles então partiram em sua missão.

     Passamos cinco messes de mordomia no templo. Éramos bajulados o tempo todo pelos sacerdotes, uns porque nos admiravam e outros porque nos temiam. Até que recebemos a visita dos tritões que retornaram com o nosso pedido. O Tridente de Iras. Um dos mais valiosos artefatos dessa terra (fato que, felizmente os homens-peixe desconheciam). Pegamos o tridente e como retribuição nós os demos a honra de ser o nosso banquete. Não queríamos que alguém descobrisse quem os contratou para esse trabalho, então os matamos. O senhor nos explicou que esse Tridente abriria a cripta onde o Mestre se encontra e que agora deveríamos ir à busca do medalhão que o libertaria de seu túmulo. Pediu então para trazermos um ser humano ou qualquer outro tipo de humanóide que estivesse em perfeito estado. Trouxemos um homem mesmo, este esbanjava saúde. Com este homem, o senhor fez um ritual para transformá-lo em um pequeno diabrete. Seu plano era ir para Hylius e mandarmos o diabrete roubar o medalhão do templo.

     Assim que o pequenino voltou, nós fizemos os preparativos de viagem e partimos, eu, meu senhor e o diabinho em uma carroça e os doze montados a cavalo. Saímos da cidade à noite, cruzamos o grande deserto do Reino Negro em um mês e vinte dias. Quando chegamos ao portal dos Crânios Brancos, um forte na fronteira com o reino de Asura, fizemos uma parada para reabastecer e seguimos viagem pelas dunas do Mar Desértico sem muitas paradas. Meu senhor estava com pressa, temendo alguma intervenção da luz. Após algum tempo passamos a acompanhar o litoral, o que indicava que estávamos na estrada para Stormgrade. A partir de agora deveríamos abandoná-la e redobrar nossa atenção. Entravamos nas terras de homens bons que seguiam o rival de nosso Mestre. Logo o deserto acabou e passamos a caminhar sobre o chão verde. Depois de entrarmos em uma floresta, o sol brilhando cada vez mais, parecia tentar nos afugentar, mas prosseguimos e novamente sem paradas. Atravessamos aquelas terras em um mês e finalmente chegamos à fronteira com Hylius, ali mesmo montamos acampamento e à noite enviamos o diabrete para sua missão. Meu senhor ordenou que ele nos encontrasse nas montanhas que separavam Sephantia do reino élfico. Nós iríamos continuar viagem, pois ficar parado seria perigoso.

     E assim foi, prosseguimos por quase quatro longos messes até chegarmos no local do encontro. Para nossa surpresa o ladrãozinho não havia chegado. Ficamos preocupados e montamos acampamento para esperá-lo. Cinco dias se passaram e começamos a temer o pior, mas logo olhando para o horizonte vimos uma pequena figura voando depressa. Meu senhor riu, dizendo:

     – Diabo infeliz! Achei que estaria morto e nossos planos fracassados.

     Mas de repente a aflição voltou a nos atingir. Vimos o diabrete ser alvejado em seu vôo por uma flecha vinda da floresta abaixo. Os doze partiram imediatamente em direção ao pequeno, eu fui voando (minha raça é diferente da do meu senhor, eu possuo um par de assas com plumas negras e pareço com um abutre) e meu senhor caminhou. Avistei um grupo de elfos vindo a cavalo pela estrada, mas os doze logo foram ao encontro deles e rapidamente os exterminaram.

     Pousei e fui em direção ao corpo. Estava morto, mas isso não me importava, pois achei o medalhão pendurado em seu pescoço. Tirei e o levei ao meu senhor, que ficou contente. Agora nós finalmente podíamos cumprir nossa missão. Partimos para as terras geladas. A partir daí a viagem ficou tensa.

     Apressado, enrolei o Tridente e o amuleto em um manto, peguei todas as provisões que ousava carregar, desprendemos os cavalos e deixamos a carroça para traz. Agora íamos todos a cavalo, correndo numa velocidade anormal. Conseguimos atingir a cidade de Hasgarath em quinze dias. O lugar era bem rústico, para nossa sorte o portão estava aberto e ninguém pediu para nos identificarmos. Fazia um frio que conseguiria apagar o fogo do próprio inferno. Meu senhor nos dissera que esta era a última cidade que veríamos, pois depois daqui, só gelo estaria no nosso caminho. Devíamos ser rápidos. Fomos ao mercado mais clandestino da cidade e recarregamos todo nosso estoque de provisões, além de comprarmos cobertores e roupas de inverno. Vendemos os cavalos e compramos uma carroça que seria puxada por grandes e estranhos bovinos. Partimos novamente, dessa vez para o monte Arreat, na Baldaquia. Nós não sabíamos que o pior momento da nossa viagem estava por vir.

     Viajamos por três semanas, ainda havia árvores e vida a nossa volta. Quando avistamos a cordilheira Monshaene, fizemos nossa primeira parada. Um erro fatal.

     No meio da noite, um grupo de cinco homens, altos e robustos, portando grandes machados, nos atacaram. Enquanto os doze travavam uma batalha sangrenta, eu e meu senhor fugimos, deixando a carroça para traz. Corremos a noite toda e alcançamos as montanhas pela manhã. Resolvemos nos abrigar em alguma caverna e esperar sinal de vida dos doze. Algum tempo depois avistamos oito deles vindo na nossa direção. Quando chegaram relataram que “os bárbaros” (chamados assim pelos mortais) sabiam de nossa presença e nosso objetivo, pois enquanto lutavam com eles percebeu que alguns falaram em demônios e algo sobre soltar o mal no mundo. Aquilo foi como uma facada no peito. Decidimos nos apressar e só descansar quando conseguíssemos soltar nosso Mestre.

     Nove dias depois eu não agüentava mais. Os doze, que agora eram oito, pareciam não terem feito nenhum esforço durante esse tempo e o meu senhor estava cansado mas perseverava. Ordenou que um soldado me carregasse e assim prosseguimos. No décimo segundo dia desde que partimos das montanhas, começamos a perceber que estávamos sendo seguidos, mas uma semana se passou e nada aconteceu. Os soldados se revezavam para me carregar, até que no vigésimo terceiro dia, voltei a correr com eles. Passamos mais treze dias assim, quando os ataques começaram a acontecer. Mais de dez homens nos atacaram. Meu senhor prosseguiu e junto dele, eu fui, seguido de mais cinco, deixaram outros três para segurar nossos caçadores. Continuamos e após mais dois messes de corrida pesada, avistamos o monte Arreat. A última surpresa nos esperava ali.

     Os dez homens se encontravam na base da montanha, ali, à nossa espera.Empunharam suas armas e avançaram contra nós. Meu senhor ordenou que eu voasse e soltasse o Mestre enquanto eles impediriam os bárbaros.

     Levantei vôo, mas um deles ainda tentou me acertar arremessando seu machado em minha direção. Senti passar raspando por mim e o vi ficar na rocha à minha frente, foi um belo incentivo a voar mais rápido. Cheguei à metade da subida e resolvi fazer uma parada. Pousei e observei a situação de meus irmãos. Tomei um susto ao ver que um dos humanos subira a montanha e estava me alcançando. Fiquei sem reação ao vê-lo erguer seu machado sobre mim. Quando ele estava para desferir o golpe eu voltei a mim e desviei com um salto para a esquerda. Ele tentou me atingir mais duas vezes e eu me esquivei, mas o quarto golpe me acertou, decepando uma de minhas assas. Tomado de uma imensa fúria, desenrolei o Tridente e parti em direção ao homem acertando-o com a arma e empurrando-o para fora da montanha. Subi o resto do caminho escalando. O ferimento sangrava muito, mas eu tentava esquecer a dor, pois não haveria de desistir tão perto de completar o objetivo. Finalmente encontrei um imenso portal de pedra. Era liso e possuía três buracos. Encaixei o Tridente no portal e rodei. Ouvi um pequeno barulho e a porta se abriu escorregando para a esquerda.

     Entrei na cripta lentamente. Estava escuro e eu não tinha tocha. Sou um dos poucos diabos que não enxergam na escuridão. Conjurei então uma pequena chama e percebi que a escada era longa. Desci e entrei em um cômodo, dei alguns passos e me deparei com uma cena horrível. Tamanha foi minha aflição que a chama se apagou. Comecei a gaguejar implorando pela minha vida, mas não recebi resposta. Estranhei e, tomando coragem, reacendi o fogo. Ri de mim mesmo por tamanha estupidez. Na minha frente estava um grande anjo de pedra ajoelhado em cima de um altar com uma espada fincada no chão. Pensei no motivo para este ser estar ali, no meio do caminho para o túmulo do Mestre. Averigüei o altar e percebi um buraco com uma estranha inscrição embaixo. Minhas pernas tremeram quando percebi o que se passava. O grande Mestre de quem meu senhor tanto falara era um servo da luz. Não era possível. Mas então eu pensei em todo sacrifício que eu e meus irmãos tivemos e então, contra a minha vontade, coloquei o medalhão na fenda. O mundo estremeceu nessa hora. O anjo começou a se mexer e uma intensa luz invadiu o lugar. Ele se pôs de pé e olhou para mim. Seus olhos pareciam estar me atravessando. Juntei minha vontade e lhe disse:

     – Bem vindo ao mundo novamente Mestre das Sombras, eis aqui um servo fiel que veio te libertar.

     Ele desceu do patamar e veio em minha direção. Pegou-me pelo pescoço e me ergueu contra a parede. Foi a primeira vez que eu me arrependi em minha vida.

 

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     O texto acima foi escrito a alguns anos por um grande amigo meu, Dimas Vieira. Apenas digitado por mim. Esses dias ele me concedeu o direito de reproduzí-lo aqui no blog. Quem sabe assim ele não se anima a fazer um segundo capítulo? Ou quem sabe aceita o meu convite de escrever aqui também.

     Valeu Dimas, abração!!

VOTE NO KING SIZE!

outubro 2, 2009

     Caçado no blog Bombou na Web.

     Eu ainda não descobri qual é a desse cara, se ele é doido de pedra ou queria dar uma sacaneada no repórter. O fato é que a vida deles não é fácil.

 

 

EDIT: O vídeo acima foi deletado, mas você ainda pode encontrar o mesmo vídeo no endereço abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=Xd3GGukIrKI

SEXO COM A VEZINHA GRATIS VIDEOS

setembro 7, 2009

     Alguém entrou no blog ontem digitando isso aí do título em um buscador.

     Assim pelo menos, agora, a procura fará sentido. Espero que não fique decepcionado.

CONTRA O TELEMARKETING, A ARMA É BOM HUMOR

agosto 30, 2009

     Eu já fiz coisas muito parecidas com gente do telemarketing, mas essa é muito bem desenvolvida. Eu juro que um dia ainda faço isso. Por enquanto fica ai como utilidade pública. Achei no blog do Samuel Souza.