Posts Tagged ‘Velharia’

PARABÉNS AO DEUS DA GUITARRA

novembro 27, 2009

     Sessenta e sete anos atrás nascia Johnny Allen Hendrix, que passou a ser tempos depois James Marshall “Jimi” Hendrix, nome mudado pelo pai em homenagem ao seu irmão. De Seattle, Washington, para o mundo.

     Da minha parte, riffs de guitarra geniais que NUNCA foram copiados, as letras de música mais lindas, mais sacanas, mais animadas e mais tristes são de autoria dele, não só um exemplo mas um marco na história da música, tudo isso é a minha visão do grande Jimi Hendrix, que como todo gênio, quanto mais tem a dar para o mundo, mais rápido é tirado dele.

     Para os que querem conhecer a obra. Aí tem a discografia e alguns vídeos.

     Para conhecer um pouco da longa história da vida do mestre.

     Não podia deixar de colocar uma canjinha dele por aqui.

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OBRAS DE LUIZ VAZ DE CAMÕES

outubro 21, 2009

Em italiano:

I_Lusiadi.html

Em português:

Cancoes_e_Elegias.html
Os_Lusiadas.html
Redondilhas.html
Sonetos.html

OBRAS DE FRANZ KAFKA

outubro 14, 2009

Em inglês:

The_Metamorphosis.html
The_Trial.html

Em português e alemão:

FranzKafka-UmFratricidio.html

Em português:

A_Metamorfose.html
franz_kafka_-_28_aforismos.html
franz_kafka_-_contos.html
Franz_Kafka_-_O_Castelo.html
Franz_Kafka_-_O_Processo-rev.html
franz_kafka_-_textos__contos_.html
Franz_Kafka_-_Um_Artista_da_Fome_e_a_Construo.html
FranzKafka-UmaVelhaPgina.html
FranzKafka-UmMdicoDeAldeia.html
kafka_franz_-_carta_ao_pai.html

O ARCANJO DE PEDRA

outubro 2, 2009

     Há muito tempo eu vinha procurando por um mortal que pudesse abrir uma passagem para o seu mundo. Meu senhor começava a ficar aflito e sempre resmungava que nos tempos antigos havia mais portais e eu sabia que sua irritação poderia cair a qualquer momento sobre mim. Estava ficando preocupado, até encontrar um tal de Sharbara, um aprendiz da arte negra.

     Ele não pediu muita coisa em troca, queria apenas poder para se tornar um grande necromante, não pediu um tratado nem ritual algum para confirmar o acordo – “os mortais estão perdendo a malícia” – dizia meu senhor. Sua ansiedade cada vez mais aumentava, pois o senhor queria que os velhos tempos voltassem. Dizia que o novo Mestre nos esquecera e não o agradava tanto quanto o antigo, que fora o mais cruel e ganancioso que existiu por esses planos, segundo ele. Soltá-lo seria uma tarefa trabalhosa, mas recompensadora.

     Os nossos planos, meu e de meu senhor, eram de chegar a Kazhmound e procurar as duas chaves que libertariam o Mestre. O humano nos abriu passagem e nos concedeu vestes, provisões e montaria. Em troca recebeu seus poderes, pois meu senhor é generoso e sempre retribui um favor. Diz que em tempos difíceis, sempre devemos trazer mais alguém para o nosso lado. Estávamos no meio das planícies desérticas do Reino Negro e deveríamos rumar em direção à Phyrexia, lá haveria um templo onde nós poderíamos nos hospedar. Ao chegarmos, percebi a insatisfação do meu senhor, o seu olhar repugnava a cidade. Ele me contou como aquele lugar havia sido palco de grandes preparações para guerras, mortes e destruição. Mas hoje era monótona, pois seus líderes não cobiçavam poder e não se importavam com as sombras.

     O templo era grande e muito bem trabalhado, se mostrava imponente diante das outras construções da cidade, sendo até mais belo que o castelo. Nos portões do templo haviam figuras entalhadas que me lembravam o meu lar. Entramos e pedimos para falar com o Supremo-Sacerdote e fomos atendidos. Um servo nos encaminhou à sua sala. Ao passar pelos corredores percebi que nas paredes havia pequenos gárgulas e mais desenhos do meu lar e me senti realmente em casa. A sala do Supremo-Sacerdote era grande e oval. Ele se encontrava de pé nas escadas de um altar. Tinha um ar altivo e olhar severo, o que não incomodou nem um pouco meu senhor que se dirigiu a ele dizendo:

     – Somos enviados das sombras e viemos em busca de recursos para seguirmos ao oeste e libertar o antigo Mestre. Assim nascerá uma nova era.

     O Supremo-Sacerdote riu. Fora a risada mais curta de sua vida.

     Após nos banquetearmos com suas vísceras, meu senhor pegou algumas velas e com o sangue do Sacerdote desenhou o símbolo de sua linhagem, um grande morcego, e começou a recitar algumas palavras. Logo, um portal se abriu e dele saíram doze criaturas. Grandes e fortes, tinham pele escura, olhos pequenos de cor amarelada e estavam enrolados em correntes. Meu senhor havia invocado seus criados para nos proteger de qualquer ameaça.

     Com um quartel-general e uma pequena tropa, passamos para o próximo passo. Encontrar as chaves. O senhor sabia a localização das duas, uma estava no fundo do oceano e a outra em um templo no reino de Hylius. Pediu-me para procurar um meio de irmos ao fundo do mar, mas eu tive uma idéia mais prática. Corromperia alguém do povo do mar para que trouxesse a chave e minha sugestão foi aceita. Peguei a orbe e comecei a procura, encontrei um grupo de tritões mercenários e os convoquei para uma pequena reunião nas praias de Phyrexia. Logo que chegaram, expliquei o que deveriam roubar e o que ganhariam com isso, eles então partiram em sua missão.

     Passamos cinco messes de mordomia no templo. Éramos bajulados o tempo todo pelos sacerdotes, uns porque nos admiravam e outros porque nos temiam. Até que recebemos a visita dos tritões que retornaram com o nosso pedido. O Tridente de Iras. Um dos mais valiosos artefatos dessa terra (fato que, felizmente os homens-peixe desconheciam). Pegamos o tridente e como retribuição nós os demos a honra de ser o nosso banquete. Não queríamos que alguém descobrisse quem os contratou para esse trabalho, então os matamos. O senhor nos explicou que esse Tridente abriria a cripta onde o Mestre se encontra e que agora deveríamos ir à busca do medalhão que o libertaria de seu túmulo. Pediu então para trazermos um ser humano ou qualquer outro tipo de humanóide que estivesse em perfeito estado. Trouxemos um homem mesmo, este esbanjava saúde. Com este homem, o senhor fez um ritual para transformá-lo em um pequeno diabrete. Seu plano era ir para Hylius e mandarmos o diabrete roubar o medalhão do templo.

     Assim que o pequenino voltou, nós fizemos os preparativos de viagem e partimos, eu, meu senhor e o diabinho em uma carroça e os doze montados a cavalo. Saímos da cidade à noite, cruzamos o grande deserto do Reino Negro em um mês e vinte dias. Quando chegamos ao portal dos Crânios Brancos, um forte na fronteira com o reino de Asura, fizemos uma parada para reabastecer e seguimos viagem pelas dunas do Mar Desértico sem muitas paradas. Meu senhor estava com pressa, temendo alguma intervenção da luz. Após algum tempo passamos a acompanhar o litoral, o que indicava que estávamos na estrada para Stormgrade. A partir de agora deveríamos abandoná-la e redobrar nossa atenção. Entravamos nas terras de homens bons que seguiam o rival de nosso Mestre. Logo o deserto acabou e passamos a caminhar sobre o chão verde. Depois de entrarmos em uma floresta, o sol brilhando cada vez mais, parecia tentar nos afugentar, mas prosseguimos e novamente sem paradas. Atravessamos aquelas terras em um mês e finalmente chegamos à fronteira com Hylius, ali mesmo montamos acampamento e à noite enviamos o diabrete para sua missão. Meu senhor ordenou que ele nos encontrasse nas montanhas que separavam Sephantia do reino élfico. Nós iríamos continuar viagem, pois ficar parado seria perigoso.

     E assim foi, prosseguimos por quase quatro longos messes até chegarmos no local do encontro. Para nossa surpresa o ladrãozinho não havia chegado. Ficamos preocupados e montamos acampamento para esperá-lo. Cinco dias se passaram e começamos a temer o pior, mas logo olhando para o horizonte vimos uma pequena figura voando depressa. Meu senhor riu, dizendo:

     – Diabo infeliz! Achei que estaria morto e nossos planos fracassados.

     Mas de repente a aflição voltou a nos atingir. Vimos o diabrete ser alvejado em seu vôo por uma flecha vinda da floresta abaixo. Os doze partiram imediatamente em direção ao pequeno, eu fui voando (minha raça é diferente da do meu senhor, eu possuo um par de assas com plumas negras e pareço com um abutre) e meu senhor caminhou. Avistei um grupo de elfos vindo a cavalo pela estrada, mas os doze logo foram ao encontro deles e rapidamente os exterminaram.

     Pousei e fui em direção ao corpo. Estava morto, mas isso não me importava, pois achei o medalhão pendurado em seu pescoço. Tirei e o levei ao meu senhor, que ficou contente. Agora nós finalmente podíamos cumprir nossa missão. Partimos para as terras geladas. A partir daí a viagem ficou tensa.

     Apressado, enrolei o Tridente e o amuleto em um manto, peguei todas as provisões que ousava carregar, desprendemos os cavalos e deixamos a carroça para traz. Agora íamos todos a cavalo, correndo numa velocidade anormal. Conseguimos atingir a cidade de Hasgarath em quinze dias. O lugar era bem rústico, para nossa sorte o portão estava aberto e ninguém pediu para nos identificarmos. Fazia um frio que conseguiria apagar o fogo do próprio inferno. Meu senhor nos dissera que esta era a última cidade que veríamos, pois depois daqui, só gelo estaria no nosso caminho. Devíamos ser rápidos. Fomos ao mercado mais clandestino da cidade e recarregamos todo nosso estoque de provisões, além de comprarmos cobertores e roupas de inverno. Vendemos os cavalos e compramos uma carroça que seria puxada por grandes e estranhos bovinos. Partimos novamente, dessa vez para o monte Arreat, na Baldaquia. Nós não sabíamos que o pior momento da nossa viagem estava por vir.

     Viajamos por três semanas, ainda havia árvores e vida a nossa volta. Quando avistamos a cordilheira Monshaene, fizemos nossa primeira parada. Um erro fatal.

     No meio da noite, um grupo de cinco homens, altos e robustos, portando grandes machados, nos atacaram. Enquanto os doze travavam uma batalha sangrenta, eu e meu senhor fugimos, deixando a carroça para traz. Corremos a noite toda e alcançamos as montanhas pela manhã. Resolvemos nos abrigar em alguma caverna e esperar sinal de vida dos doze. Algum tempo depois avistamos oito deles vindo na nossa direção. Quando chegaram relataram que “os bárbaros” (chamados assim pelos mortais) sabiam de nossa presença e nosso objetivo, pois enquanto lutavam com eles percebeu que alguns falaram em demônios e algo sobre soltar o mal no mundo. Aquilo foi como uma facada no peito. Decidimos nos apressar e só descansar quando conseguíssemos soltar nosso Mestre.

     Nove dias depois eu não agüentava mais. Os doze, que agora eram oito, pareciam não terem feito nenhum esforço durante esse tempo e o meu senhor estava cansado mas perseverava. Ordenou que um soldado me carregasse e assim prosseguimos. No décimo segundo dia desde que partimos das montanhas, começamos a perceber que estávamos sendo seguidos, mas uma semana se passou e nada aconteceu. Os soldados se revezavam para me carregar, até que no vigésimo terceiro dia, voltei a correr com eles. Passamos mais treze dias assim, quando os ataques começaram a acontecer. Mais de dez homens nos atacaram. Meu senhor prosseguiu e junto dele, eu fui, seguido de mais cinco, deixaram outros três para segurar nossos caçadores. Continuamos e após mais dois messes de corrida pesada, avistamos o monte Arreat. A última surpresa nos esperava ali.

     Os dez homens se encontravam na base da montanha, ali, à nossa espera.Empunharam suas armas e avançaram contra nós. Meu senhor ordenou que eu voasse e soltasse o Mestre enquanto eles impediriam os bárbaros.

     Levantei vôo, mas um deles ainda tentou me acertar arremessando seu machado em minha direção. Senti passar raspando por mim e o vi ficar na rocha à minha frente, foi um belo incentivo a voar mais rápido. Cheguei à metade da subida e resolvi fazer uma parada. Pousei e observei a situação de meus irmãos. Tomei um susto ao ver que um dos humanos subira a montanha e estava me alcançando. Fiquei sem reação ao vê-lo erguer seu machado sobre mim. Quando ele estava para desferir o golpe eu voltei a mim e desviei com um salto para a esquerda. Ele tentou me atingir mais duas vezes e eu me esquivei, mas o quarto golpe me acertou, decepando uma de minhas assas. Tomado de uma imensa fúria, desenrolei o Tridente e parti em direção ao homem acertando-o com a arma e empurrando-o para fora da montanha. Subi o resto do caminho escalando. O ferimento sangrava muito, mas eu tentava esquecer a dor, pois não haveria de desistir tão perto de completar o objetivo. Finalmente encontrei um imenso portal de pedra. Era liso e possuía três buracos. Encaixei o Tridente no portal e rodei. Ouvi um pequeno barulho e a porta se abriu escorregando para a esquerda.

     Entrei na cripta lentamente. Estava escuro e eu não tinha tocha. Sou um dos poucos diabos que não enxergam na escuridão. Conjurei então uma pequena chama e percebi que a escada era longa. Desci e entrei em um cômodo, dei alguns passos e me deparei com uma cena horrível. Tamanha foi minha aflição que a chama se apagou. Comecei a gaguejar implorando pela minha vida, mas não recebi resposta. Estranhei e, tomando coragem, reacendi o fogo. Ri de mim mesmo por tamanha estupidez. Na minha frente estava um grande anjo de pedra ajoelhado em cima de um altar com uma espada fincada no chão. Pensei no motivo para este ser estar ali, no meio do caminho para o túmulo do Mestre. Averigüei o altar e percebi um buraco com uma estranha inscrição embaixo. Minhas pernas tremeram quando percebi o que se passava. O grande Mestre de quem meu senhor tanto falara era um servo da luz. Não era possível. Mas então eu pensei em todo sacrifício que eu e meus irmãos tivemos e então, contra a minha vontade, coloquei o medalhão na fenda. O mundo estremeceu nessa hora. O anjo começou a se mexer e uma intensa luz invadiu o lugar. Ele se pôs de pé e olhou para mim. Seus olhos pareciam estar me atravessando. Juntei minha vontade e lhe disse:

     – Bem vindo ao mundo novamente Mestre das Sombras, eis aqui um servo fiel que veio te libertar.

     Ele desceu do patamar e veio em minha direção. Pegou-me pelo pescoço e me ergueu contra a parede. Foi a primeira vez que eu me arrependi em minha vida.

 

—————————————————————–

 

     O texto acima foi escrito a alguns anos por um grande amigo meu, Dimas Vieira. Apenas digitado por mim. Esses dias ele me concedeu o direito de reproduzí-lo aqui no blog. Quem sabe assim ele não se anima a fazer um segundo capítulo? Ou quem sabe aceita o meu convite de escrever aqui também.

     Valeu Dimas, abração!!

COM VOCÊS, O BARDO DE AVON, WILLIAM SHAKESPEARE

agosto 18, 2009

Em Português

A_Comedia_dos_Erros.html
http://tinyurl.com/okllwd

A_Megera_Domada.html
http://tinyurl.com/p7atyr

A_Tempestade.html
http://tinyurl.com/qa4jmz

A_Tragdia_de_Hamlet_Prncipe_da_Dinamarca.html
http://tinyurl.com/pkyaet

Antnio_e_Clepatra.html
http://tinyurl.com/owuguv

As_Alegres_Senhoras_de_Windsor.html
http://tinyurl.com/qhcy74

Conto_de_Inverno.html
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Coriolano.html
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Julio_Cesar.html
http://tinyurl.com/q89vn2

Macbeth.html
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Medida_Por_Medida.html
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Muito_Barulho_Por_Nada.html
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O_Mercador_de_Veneza.html
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Os_Dois_Cavalheiros_de_Verona.html
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Otelo_O_Mouro_de_Veneza.html
http://tinyurl.com/nrb58p

Rei_Lear.html
http://tinyurl.com/qj9shx

Ricardo_III.html
http://tinyurl.com/pb62k3

Romeu_e_Julieta.html
http://tinyurl.com/lc3dms

Sonho_de_Uma_Noite_de_Vero.html
http://tinyurl.com/oeeymo

Trabalhos_de_Amor_Perdidos.html
http://tinyurl.com/kjhwet

Tudo_Bem_Quando_Termina_Bem.html
http://tinyurl.com/mbmeq4

Ver Shakespeare em inglês e alemão.

O LIVRO DE RECEITAS DO ANARQUISTA – OU O SONHO NÃO ACABOU, SÓ VIU AS CONTAS CHEGAREM

agosto 9, 2009

     O que aconteceu com as minhas bandas favoritas da infância? Não os velhinhos, não os clássicos. Esses eu sei que morreram, tchau, até logo. Irão ficar num lugar especial no meu Ipod. Agora, e os caras que ainda estão vivos? Esses não têm desculpa de não fazer nada de bom!

     Na verdade eu sei o que aconteceu. As contas chegaram. Aquelas bandas como The Offspring, Green Day, todas viram as contas chegarem, empilharem na caixa de correio e dar a volta no quarteirão. Quando a fome bate, a inspiração acaba. Então os caras tiveram que parar de escrever aquelas músicas com tom anarquista com muita vontade de mudar o mundo. Uma pena que a vontade de mudar o mundo tenha acabado, mas não acaba para todos?

     Eu mal posso culpar os caras, mas é triste. No lançamento do CD American Idiot por exemplo, uma lágrima me rolou pelo rosto e foi quando eu descobri que a minha geração havia se vendido por alguns minutos na MTV. Que por um acaso quase não toca mais clipes. A MTV da minha geração também se vendeu.

     Mas porque a coisa toda não era rentável, eu me pergunto? Os anarquistas são assim TÃO desorganizados? Será? Porque a música acabou mas as causas ainda estão aí. A repressão, a injustiça, a falta de criatividade, a escrotice. Tudo que se queria mudar antes, ainda não mudou, as lutas são as mesmas. Com tanta gente que já ganhou dinheiro sendo do contra, será que os anarquistas deveriam mesmo estar fadados ao fracasso?

     A censura aos métodos anárquicos foram muitos e talvez até justificados. Mas a raiva juvenil nos fazia querer uma mudança rápida. Já! Um espelho disso era… ou ainda é, o Anarchist Cookbook, que ensinava ao jovem padawan a fazer bombas caseiras, arrombar portas, fabricar drogas, técnicas de pirotecnia, passar trotes, criação de armas improvisadas e nossa… milhares de coisas. Devo dizer, era uma obra prima. Bem ilustrada e explicada. Infelizmente nunca traduzida pro português. Ah, mas isso não era problema. Er… não que eu tenha lido! Era ilegal só possuir o livro no seu HD na América do Norte, na Europa e em vários países da Ásia.

     Vale lembrar que quem se revolta de verdade, quem quer mudar alguma coisa de verdade não são aqueles que vandalizam outras pessoas, batendo em mendigos, brigando com seus iguais e acima de tudo arrumando confusão com aqueles que não podem se defender, quando o alvo deveria ser aquele que não só pode se defender mas também usa isso como pretexto para tirar a nossa liberdade.

     Mas não adianta chorar, em homenagem, lá vai uma verdadeira obra Anarco-punk! Apresentando, The Offspring – Hand Grenades. Eu nem vou traduzir, pra ninguém falar que estou incentivando o vandalismo.

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“Let’s make hand grenades
From common things around the house
Let’s make hand grenades
Listen up, we’ll show you how

ok now take an old beer bottle
fill it up with gasoline
some paint thinner for good measure
and a sprinkle of maganese
now stuff a sock into the top
with a zippo you’ll be king

Lets make hand grenades
It’s hours of fun in a little jar
Let’s make hand grenades
Try one out on your neighbors car”

Li a letra da música no Pylyrics.

     Mas é claro, se alguem quiser olhar um dicionário, eu não vou impedir. Urban Dictionary (dicionário inglês-inglês de gírias), Reference.com (inglês-inglês), Priberam (português-português) e Michaelis (inglês-português-inglês)

FAÇA UM FACISTA FELIZ!

julho 29, 2009
Benito Amilcare Andrea Mussolini

Benito Amilcare Andrea Mussolini

     Pois então, esse sujeito bonitão aí do lado se chama Benito Amilcare Andrea Mussolini. E vocês devem estar se perguntando, como um cara que tem “Andrea” no nome OUSA fazer uma pose máscula dessas. Simples, o tio Mussa aqui está em quarto lugar no ranking dos maiores asassinos sociopatas maníacos do mundo!! Logo atrás de Chuck Norris, o Vaticano e seu parceiro Hitler.
     Mas nada de lembrar dos seus fracassos, hoje é dia de festa pois a 126 anos atrás o aeroporto de mosquito ali estava saindo das entranhas facistas de sua mãe (que orgulho, heim dona Mussolini).
Nascido em 29 de julho de 1883 na cidade de Predappio na província italiana de Forlì-Cesena, seus hobbies eram pesca, montar casinhas de bonecas (para poder destruí-las e obliterá-las da existência!) e genocídio. Ah, e como ele era bom nesse último daí!
     Mas o cabeça de desodorante roll on não ficou famoso somente por isso. Provou também que vaso ruim não quebra sendo extremamte resiliente (aguentou um tiro no nariz com ferimentos mínimos) e muito culto (era um leitor ávido e baseou todo seu discurso facista em teses nacionalistas da época). Provando ainda mais a minha teoria de que mesmo sendo forte e inteligente, sair bem numa foto em preto-e-branco é praticamente impossível.
     Na verdade o escorrega de piolho é tão importante que hoje deveria ser o dia do facista. Então se você conhece alguém que lhe impõe regras, talvez sua mãe que não te deixa sair de casa, seu pai que não lhe dá uma graninha extra ou seu amigo que não deixa você usar o pc dele. Mande um feliz dia do facista pra eles! Faça um facista feliz!
     E feliz aniversário ô casca de ovo!

FILMES ANTIGOS, IDEOLOGIAS E O SUBCONSCIÊNTE

julho 28, 2009
Bond, James Bond

"Bond, James Bond"

    

     Por algum motivo eu me interessei, de uns tempos pra ca, em filmes antigos. O último que assisti me deu um estalo. Se chama Goldfinger, em português 007 contra Goldfinger, se não me falha a memória. O terceiro da série do agente James Bond que hoje conta com vinte e dois filmes. Praticamente um seriado. Esse terceiro ainda é estrelado por Sean Connery que, na minha modéstia opinião, é o melhor dos Bond, diria até, o melhor ator na face da Terra ponto.

     Goldfinger, de 1964 possui um enredo simples à primeira vista. O agente 007 precisa descobrir algo de ilegal nas operações de Auric Goldfinger, estrelado por Gert Fröbe, que já está na lista negra do MI5, serviço secreto britânico, como um conhecido contrabandista de ouro, sem, é claro, provas cabais de suas malfeitorias. James descobre que ele pretende atacar Fort Knox e parte para impedí-lo. Simples, não? Não.

     Pra começar. Este filme é, na opinião de muitos fãs, o melhor da série do 007. Tem o Sean Connery, tem mulheres e algumas na apresentação semi nuas, tem o famoso laboratório onde o agente se alimenta com diversas coisinhas sofisticadas para agentes secretos, tem pela primeira vez o carrão que faz tudo, dessa vez o Aston Martin. Ah, e o mais importante, foi nesse filme que a frase “Bond, James Bond” ficou famosa. Sendo Assim, é claro que esse entrou pra história.

Sean Connery posando com o Aston Martin

Sean Connery posando com o Aston Martin

     De fato uma obra-prima que criou a cartilha para os próximos filmes de James Bond, apesar de recentemente essa cartilha ter sido jogada fora. Mas eu estou divagando, o ponto é, por detrás desse enredo simplório e das novidades que o filme mostrava tanto para os filmes do James Bond quanto para o cinema em geral, havia uma mensagem. Algo que talvez, pasasse despercebido. Há por detrás dessa obra um código.
     Não é nada demoníaco nem você vai ouvir a Madonna cantando se girar seu DVD no sentido anti-horário de 38.52 do filme até 41.09, Não. é outro tipo de mensagem.
     Todos nós sabemos o que é anti-americanismo. E se não sabe clica lá. Pois bem, esse sentimento vem, dentre muitas outras fontes, de uma noção de nação muito delicada. Um certo orgulho, talvez uma prepotência, que na medida errada se torna puro egocêntrismo radical, mas que na medida certa, dosado com inteligência e bom senso, é imprescindível para o crescimento de um país como nação. Por nação eu vou um pouco além ao que o dicionário define. Pra mim é um grupo de pessoas que são unidas por língua, costumes, cultura e objetivos. Sendo “objetivos” a palavra-chave.
     O orgulho de uma nação nasce dos seus símbolos. Isso não está aberto a discussões, é fato. O quão respeitado é um símbolo diante de seus iguais? Um símbolo pode ser qualquer coisa, desde que siga a seguinte definição. Uma figura ou imagem que deve unir os integrantes de uma determinada cultura sobre uma idéia abstrata. Quer exemplos? Nos Estados Unidos, a estátua da liberdade. Na Inglaterra temos o Big Ben. Na França a torre Eiffel. E a Australia tem o coala na árvore de eucalipto.

Coala na árvore de eucalipto.

Coala na árvore de eucalipto.

     Okok, eu comecei com James Bond e vim parar num coala. Vamos lá. O filme, apesar de ter um britânico como personagem principal foi escrito por um americano e um inglês e foi dirigido por um francês. Uma mistura interessante, que até explica o filme se passar 90% nos EUA e mais especificamente em Kentucky.
     Aqueles que estão mais espertos, sabem o que é o Fort Knox. É uma base militar onde os americanos guardavam ouro. Para quem não sabe uma moeda tem seu valor comparado à quantidade de ouro que um país possui como uma reserva de valor. Sendo assim, Fort Knox se tornou facilmente um símbolo americano, de sua riqueza.
     Agora, a construção desses símbolos poderia ter sido impensado? Sem querer? De forma alguma jovem gafanhoto. Se lembrar direitinho vai perceber que eu disse que o filme era de 1964. A Guerra Fria que dividia o mundo em dois estava a todo vapor, Cuba, financiada pelo comunismo russo ainda era um país e Picasso não só pintava como escrevia sobre toda essa agitação ao redor do globo. 
     Nesta guerra, a ideologia era a arma secreta dos americanos. Fugindo da mera propaganda em massa dos comunistas, os estadunidenses criaram um conceito totalmente novo na área publicitária que é vendido até hoje.
     O conceito é aliás, simples. O produto é a felicidade. Simples não? O que é o American Way of Life? Nada mais do que a busca pela felicidade. Mulher loirinha, filhinhos na brincando na rua, casinha branca, um jardim e bacon com ovos pro café-da-manhã. Ah diliça!
     Essa tática é muito usada hoje em propagandas na TV. Preste atenção em especial nos bancos. Sempre tem uma menininha brincando com bolinhas de sabão ou um cara num caraço na auto-estrada, coisas do tipo. Mas pode ter certeza, a idéia que eles vendem é, “olha como essa pessoa é feliz, e tudo isso porque ela usa o meu produto!”.
     O cinema serviu bem a esses propósitos. O cinema americano é hoje o mais famoso, visto, reconhecido e remunerado por conta dessa única idéia. Desse modo de se vender. Desse marketing. E merecidamente, eles ganharam a guerra evitando muitas batalhas por conta disso. Que também era uma propaganda em massa.
     Agora pare e pense, que outros tipos de propagandas vemos todos os dias que são usadas para nos vender uma imagem em prol de vitórias em uma guerra secreta e silênciosa?

O FUNK DE VERDADE!

julho 22, 2009
George Clinton... de... fralda?
George Clinton… de… fralda?

     O tiozinho aí do lado que parece que saiu daqueles contos que os pais contam pra assustar os filhos se chama George Clinton (Linkei o site do myspace dele ao invés da página oficial pois esse último fez meu avg acusar uma ameaça. Viu? O governo americano tava certo ele é um vírus!).

     Se você curte o tal funk brasileiro (você é idiota) pode dar uma chance pra esse cara, não vai se decepcionar.
     E por falar nisso, feliz aniversário! Você não é especial, mas ele é! Nascido em 41, esse americano de Kannapolis, Carolina do Norte tá quase na casa dos 70 já! Mas aparentemente não largou os hábitos de quando recém-nascido.
    
A mente criminosa por detrás de bandas como Parliament of Funk and Funkadelic (nota: o vovô do funk é tão animal que esse nome hoje é um estilo musical) reside atualmente em Tallahassee na Flórida e também pode ser encontrado no Rock and Roll Hall of Fame and Museum que nem o outro tiozinho do meu último post.
      Ah, só mais uma coisa. O cara também ataca de pintor. Provando novamente que, mesmo que você seja um gênio musical, não quer dizer que você fará o resto tão bem. Como pôr suas calças para o show por exemplo. Mesmo assim, feliz aniversário!
     Ta aí um gostinho do som. Clique aí pra ouvir.
 

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VIVA EL MEXICO!

julho 20, 2009

     Um grande parabéns a Carlos Alberto Santana Barragán, também conhecido como Santana. Nascido em Autlán de Navarro, o velhinho faz 62 anos hoje! Uhu! e ainda manda muito na guitarra!

     O coroa se tornou famoso na década de 60 com a banda Santana Blues Band, formada em 1966 em São Francisco. Quem? Como? Onde? Clique aqui!