Posts Tagged ‘Zumbi’

MORTOS-VIVOS – ZUMBI, O APOCALIPSE PARTE 4

outubro 1, 2009

     Para a parte final dessa singela homenagem, preparei algo especial. Eu nem me lembro onde eu achei, pois eu encontrei esse texto na internet faz algumas semanas, então peço desculpas pela falta de crédito do intermediário, mas o trabalho mesmo foi escrito pelos alunos da Escola de Matemática e Estatística da Faculdade de Carleton, Departamento de Matemática da Universidade de Ottawa. São eles, Philip Munz, Ioan Hudea, Joe Imad e Robert J. Smith. No arquivo estão disponibilizados os e-mails de cada um deles, caso alguém goste muito do trabalho.

     Pois bem, sem mais delongas, o tal projeto é uma análise matemática sobre o que aconteceria e como seria o cenário de uma epidemia zumbi, supondo que o que causasse a reanimação fosse um vírus.

     Abaixo, a tradução do resumo do trabalho.

“Os zumbis são figuras populares na indústria do entretenimento e costumam ser retratados por aparecerem por meio de uma epidemia. Conseqüentemente, criamos um modelo de ataque de zumbis usando suposições biológicas baseadas em filmes de zumbis populares. Introduzimos um modelo base de infecção e determinamos o equilíbrio e sua estabilidade para então ilustrar o resultado com soluções numéricas. Refinamos então o modelo para introduzir um período latente de ‘zumbificação’ onde humanos estariam infectados, porém não seriam infecciosos, antes de se tornarem mortos-vivos. Com isso modificamos o modelo para incluir os efeitos de uma possível quarentena e cura. Finalmente, examinamos o impacto, reduções no número de zumbis e derivamos as condições onde a erradicação possa existir. Provando que apenas com ataques rápidos e agressivos podem reverter o cenário de fim do mundo: o colapso da sociedade e zumbis dominando o mundo.”

     Com certeza é um trabalho pretensioso e absolutamente inovador e criativo.

     Eu admito não manjar nada de matemática. Eu li o negócio, mas pulei os números.

     Isso conclui a homenagem aos zumbis e abre espaço para a nova seção do Letra, onde criaturas, lendas urbanas e mitos vão ter espaço.

     O projeto se encontra logo aqui embaixo. Boa leitura!

Zombies!

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MORTOS-VIVOS – ZUMBI, O APOCALIPSE PARTE 3

setembro 30, 2009

     Ta aí uma música que não vai ficar velha nunca. E que, apesar de não ter nenhuma ligação com o tema morto-vivo, ela se chama Zombie por um motivo. Ouça e veja o clipe que logo se entende.

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MORTOS-VIVOS – ZUMBI, O APOCALIPSE PARTE 2

setembro 29, 2009

     Encontrado no blog Malvadas.

     A imagem a seguir, é um pequeno manual de instruções sobre como agir em caso de uma epidemia zumbi. É bastante simples e clara a ponto de poder ser distribuída nas ruas, colégios e hospitais. Chega a ser um serviço de utilidade pública pela grandeza da sua necessidade. Em tempos de fim de mundo, não custa se prevenir.

Tenha sempre uma calibre 12 em casa.

Tenha sempre uma calibre 12 em casa.

MORTOS-VIVOS – ZUMBI, O APOCALIPSE PARTE 1

setembro 28, 2009

     Gosto forte de sangue na boca. Ele se levanta e olha para si mesmo. Seu corpo estava rasgado e mutilado, garras cortaram sua pele de ponta a ponta e agora o homem se lembra. Ele morreu.

     Ao acordar ele não era mais o Sr. que um dia fora, era somente mais um, outro, apenas parte de um inconsciente coletivo. Despiu-se do ser, desproveu-se de memórias e sentimentos, arrancados do seu corpo estraçalhado.

     O saber estar morto, o entender, era obviamente instintivo. Tudo agora seria instintivo. Essa criatura que acabou de nascer é feita de instintos e o rei de todos os instintos, aquele, o mais primal e governante de todas as vontades, está nesse instante urgindo. Fome.

     Olhou ao redor e viu o caos. Estava bem no centro da maior rua da maior cidade do mundo. Onde um dia já se pode presenciar uma via pulsante de vida, agora se vê a artéria principal do apocalipse. Vários de seus iguais corriam pelas ruas, com seus corpos dilacerados e suas faces por vezes deformadas, suas bocas não continham o sangue que escorria e manchava a pavimentação e suas almas. Carros virados, pequenas explosões ao fundo. Os milhares de seres humanos caiam às dezenas no chão, sobrepujados pelos cadáveres que um dia foram seus amigos de trabalho ou talvez a sua família.

     Deus havia tirado férias e o Diabo marcava ponto.

     O motivo de toda a carnificina ainda era desconhecido, mas em poucas horas, de diversos lugares do mundo, pretensos especialistas iriam à televisão, ao rádio e aos jornais tentar explicar o inexplicável. Mas é claro que não havia especialistas, ninguém nunca tinha visto nada disso. É claro que não havia o que se discutir. E é claro, não havia mais esperança.

     Poderia ser um vírus, uma doença. Mas essa teoria só serve para prover uma falsa luz no fim do túnel. Porque mesmo que seja um vírus, não cura. Não há tempo para se criar uma.

     Pode também ser castigo divino, ou talvez o inferno esteja lotado e os mortos se recusam a descer.

     Seja lá o que for ele está agora de pé em cima de um carro em chamas, gritando, uivando. Bradando sua dor e fúria, seu ódio e desespero como uma arma. Ele está morto, e foi jogado para o topo da cadeia alimentar.

     Seu prato favorito?

     Cérebro.